Carol Dias – Estudante de Jornalismo

Fabiana Dias de Lima – Estudante de Jornalismo

Assessoria de Comunicação UEMG Passos

 

O II Encontro de Mulheres na UEMG aconteceu entre os dias 29 e 31 de outubro, o evento trouxe como proposta um estudo da luta das mulheres no Brasil, apresentando vários temas correlacionados, com o objetivo de aproximar a comunidade da luta. O espaço teve como objetivo incentivar os debates que problematizam o ser mulher, contando com rodas de conversa, mesas redondas e oficinas.

 “Debatemos o papel da mulher na sociedade, como o empoderamento das mulheres e suas lutas nas conquistas e quebra de tabus. Foi nos anos de 1960 a 1970 que as mulheres estavam chegando nas universidades de forma massiva e muitas dessas mulheres vieram dos movimentos estudantis, isso aqui (o encontro) tem muita importância para a historia.” Afirma a Professora Rosangela Ferreira Borges, uma das palestrantes do Encontro.

O evento produzido pelo Grupo de Estudos Feministas da Unidade Passos foi aberto a toda comunidade e teve a participação de várias estudantes. “Gostei mais da palestra sobre a violência contra a mulher, pude ver de três ângulos diferentes essa questão, de uma delegada, um psicóloga e uma medica. Isso amplia nossos horizontes sobre o tema e nos enriquece como mulheres. Devemos agora ampliar esse debate para fora dos muros da universidade e levar todo esse conteúdo a comunidade de Passos”, comenta a estudante do 4º Período de Jornalismo, Laura Antunes.  

Conheça o Grupo de Estudos Feministas (GEF)

O Grupo de Estudos Feministas surgiu no primeiro semestre de 2018, após a idealizadora Eduarda Sansão, estudante do 10° período de Direito na UEMG – Unidade Passos, perceber que as participantes do Coletivo Tarsilas, que exerceu atividades entre 2015 e 2017, sentiam a necessidade de ter uma formação política coletiva e debater alguns temas em grupo, com foco inicial na história das mulheres do Brasil. O GEF é organizado em encontros quinzenais e estuda referências bibliográficas pré-estabelecidas com temáticas sobre o quadro da mulher dentro da história brasileira e latino-americana.

“Nós temos construído uma linha do tempo desde o Brasil Colônia, passando por todo Período Colonial, Imperial e Republicano. A gente estuda a luta das mulheres na Ditadura e agora estamos passando por um processo de avaliação da luta das mulheres pós-Constituição de 1988, como luta das mulheres do MST, contra o assédio e contra pautas que são tidas como atuais no século XXI. Estudamos o feminismo e identificamos quais os desafios que temos pela frente”, afirma Eduarda.

“O grupo tem assumido um papel de resgate histórico. Nós buscamos os ideais de luta das mulheres que vieram antes de nós e olhamos para o nosso redor, tomando a experiência de luta de mulheres em nosso tempo a fim de construir um caminho possível para a nossa luta avance. O GEF tem se tornado também um espaço de acolhimento”, comenta Graziele Pereira, estudante do 4° período de Jornalismo, que faz parte do setor de comunicação do grupo.

Além dos encontros quinzenais, o GEF produziu um documentário no primeiro semestre deste ano com o título “Hoje Eu Sou”, a produção comenta sobre a luta das mulheres na Ditadura Militar a partir de estudos realizados pelo Grupo sobre o tema. O modelo do documentário proposto foi totalmente colaborativo, tendo participação efetiva das mulheres que fazem parte do grupo. Para facilitar o acesso ao documentário e democratizar o conhecimento sobre o assunto, os episódios foram publicados nos canais do Instagram e YouTube do GEF.

“Ainda em 2019, o GEF está estruturando uma cartilha sobre a luta feminista, onde a comunidade, participando ou não do grupo, pode ajudar na sua construção, através de pesquisa, redação, revisão ou do espaço artístico. A cartilha vai ser divulgada online”, explica Joyce Perissinotto Nóbrega, diretora de comunicação do GEF.