aHannah Dias – Estudante do Curso de Jornalismo – Redação Agência Escola

 

Nesta segunda-feira, 1º de Abril de 2019, ocorreu na Universidade do Estado de Minas Gerais, na unidade de Passos, inauguração da Placa dedicada à Marielle Francisco Silva – mais conhecida como Marielle Franco. O evento ainda marcou ato contra a “comemoração” aos 55 anos da Ditadura Militar de 1964, no último domingo (31).

O evento aconteceu no pátio do Bloco 06 da universidade, que possui estudantes de Jornalismo, Comunicação Social – habilitação em Publicidade e Propaganda, e Design de Moda. Coordenadores dos cursos, e membros dos Centros Acadêmicos de Comunicação Social e de Moda organizaram um cenário representativo do período de Ditadura militar no Brasil. Havia dois estudantes no centro do local, amarrados a duas cadeiras e vendados, ali representando os que foram torturados e mortos por serem militantes.

Espalhados por todo o pátio, era possível ler papéis que traziam histórias de pessoas que lutaram e foram violentadas pela ditadura. Também havia descrições de como eram realizadas as torturas contra os presos políticos, como a cadeira de choque, palmatória, afogamento, entre tantos outros. Foi transmitido o minidocumentário “A ditadura aterroriza (1964-1975)”, produzido por João e Maria.doc – disponível no YouTube e site Memórias da ditadura -, oferecendo uma noção visual e um resumo do que foi aquela época.

O professor Samuel Ponsoni teve oportunidade para falar, expressando satisfação por observar engajamento dos estudantes na política e uma contraditória preocupação com a perseguição velada que segue cercando grupos marginalizados por todo Brasil. Ele foi preletor da então inauguração da placa que agora intitula o corredor das salas de aula dos cursos de Comunicação e Jornalismo de Rua Marielle Franco, onde podem ser vistas a indagação: Quem matou Marielle Franco?

Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018, com 13 tiros que atingiram o carro onde estava, matando também o motorista Anderson Pedro Gomes. Vinda do Complexo da Maré, era Socióloga, Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro e uma lutadora pelos direitos das mulheres. Marielle agora continua viva na memória daqueles que prosseguem na luta por igualdades e liberdade e eternizada no corredor da universidade, para que, ali, todos possam lembrar da semente de luta plantada por ela e por tantos outros.