Representantes do Programa Ciência sem Fronteiras, da CAPES, CNPq e Embaixada dos Estados Unidos se reuniram em Belo Horizonte no dia 20 de abril na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Campus Pampulha com os coordenadores deste programa das instituições de ensino. Como representante da coordenação deste programa na FESP, tivemos a participação do Jornalista/Assessor do setor de Relações Internacionais da CPEX/FESP, Étory Zaghi.

Étory relata que o objetivo do encontro foi discutir temas relacionados aos aspectos acadêmicos do retorno dos alunos bolsistas no exterior como: integração no campus universitário, créditos das disciplinas cursadas no exterior, relacionamento com o colegiado da instituição brasileira, informações sobre o regresso do aluno, reinserção universitária, aspectos operacionais como o apoio da instituição no Brasil, das agências financiadoras, do IIE e das universidades americanas integradas ao programa.

Estiveram presentes o Diretor do Departamento de Cultura, Educação e Imprensa da Embaixada dos Estados Unidos da América, John A. Matel, a Assessora Cultural Senior da Embaixada dos Estados Unidos da América, Vera Galante, a Coordenadora de Orientação Educacional Regional da América do Sul – Education USA, Rita Moriconi, a Consul para Minas Gerais, Merry Miller, Coordenadores e Representantes de Relações Internacionais do Programa Ciência sem Fronteiras em Universidades e Instituições mineiras e os bolsistas representantes do estado de Minas Gerais que acabaram de retornar dos Estados Unidos. 

A avaliação dos alunos foi positiva quanto à participação no Programa Ciências sem Fronteiras. Agradeceram as instituições e ao Governo Federal, que juntos proporcionaram novas possibilidades educacionais no país, motivando o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos estudantes. Os dirigentes comentaram que o programa por estar em fase inicial, ainda é necessário realizar alguns acertos para que o funcionamento e intenções sejam acolhidos de forma rápida e operacional. De acordo com Vera Galante, representante da CAPES, o Programa Ciências sem Fronteiras está aperfeiçoando suas atividades e irá melhor a cada ano para atender a todas as solicitações e condições implicadas nos editais.

Referente aos aspectos acadêmicos abordaram as necessidades de um relacionamento maior entre os alunos e suas instituições. A ideia é que o aluno não saia do país sem um plano de trabalho, e que esteja totalmente alinhado com o colegiado de sua instituição para quando retornar seja fácil inserir os créditos das disciplinas cursadas no exterior. Sendo assim, a sugestão é reconhecer e integralizar as atividades realizadas em outros países e aplica-las no currículo do aluno. 

Eduardo Viana Vargas, Diretor de Relações Internacionais da UFMG, a instituição comenta que a instituição não autoriza a ida do aluno para o exterior sem antes ter um plano de trabalho prévio constituído, mesmo que este plano possa ser alterado no futuro. A integração entre aluno e a universidade é importante para o andamento das atividades. Comenta que os alunos da primeira chamada seguiram viagem sem plano de trabalho e encontraram algumas dificuldades pelo caminho.

Ao chegar ao país de destino os alunos terão um representante do Programa Ciência sem Fronteiras para recebê-los e orientá-los quanto as suas instalações, atividades acadêmicas, entre outras ações. Ele será o interlocutor social do aluno com a instituição no exterior. O objetivo é facilitar a integração entre as partes. Alguns alunos comentaram sobre que o retorno ao Brasil o calendário acadêmico americano termina em setembro, já no Brasil as aulas iniciam-se em agosto, mas todos conseguiram flexibilidade das instituições para reiniciar suas atividades.

Durante a reunião, Étory Zaghi, apresentou ao grupo que a instituição (FESP) possui o controle dos alunos que estão no exterior. Atualizamos e alinhamos os planos de trabalho, fazemos um diagnóstico acadêmico e pessoal das experiências vividas por eles através de questionários mensais enviados por email, utilizamos uma comunicação quase que diária através das redes sócias e grupos de discussões. Estas ações são fundamentais para o desempenho acadêmico positivo destes estudantes no exterior. 

A Capes lembra também que o programa está possibilitando a troca de conhecimentos entre o Brasil e outros países. A apresentação de novas universidades favorece o crescimento de experiências inéditas e aperfeiçoamento profissional. A intensão é adaptar métodos criativos para as nossas instituições e mercado profissional, afirma a representante da CAPES, Vera Galante. Para John A. Matel representante da Embaixada dos Estados Unidos, o diagnóstico do programa é positivo. Comenta que os resultados são surpreendentes e a integração realizada através da Presidente Dilma Rousseff com alunos e instituições parceiras são fundamentais para a concretização dos objetivos do programa.

De acordo com a Coordenadora de Pesquisa e Extensão da FESP e Coordenadora do Programa Ciência sem Fronteiras na FESP relata que a participação da FESP nesta reunião foi de fundamental importância para que possamos orientar nossos alunos com as experiências vividas no exterior pelos bolsistas participantes deste programa.

A FESP acredita que o encontro esclareceu pontos importantes para o desempenho dos alunos no exterior. O Diretor de Núcleo Acadêmico de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Eduardo Goulart Collares, reafirma o compromisso da FESP com os seus graduandos em relação ao Programa Ciências sem Fronteiras; estamos muito empenhados em encaminhar o maior número possível de alunos para o exterior, está é uma oportunidade única e não podemos perder o “bonde”, por isto estamos capacitando cada vez mais o nosso pessoal para cumprir todos os requisitos do CNPq e orientar adequadamente os nossos alunos. 

FONTE: Coordenação de Pesquisa e Extensão da FESP - CPEX