A bióloga Rosiane Aparecida Miranda, formada pela FESP, concluiu seu programa de mestrado em fevereiro deste ano e já foi aprovada - em 1º lugar - no doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM). A área de concentração do estudo é voltada para a Biologia Celular e Molecular, cuja dissertação teve como tema: “Obesidade, Diabetes Mellitus II e Caracterização de Receptores muscarínicos em ilhotas pancreáticas”. Em março deste ano, a bióloga foi aprovada em 1º lugar no Doutorado para abordar a Obesidade Transgeracional.

Rosiane considerou sua colocação como fruto de muito estudo, dedicação, amor pela ciência. Segundo ela, a escolha pelo o curso de graduação da FESP fez toda a diferença. “Tive embasamento para seguir o caminho da pesquisa científica. Desde o início da graduação em Ciências Biológicas houve muito incentivo por parte dos professores para participar de projetos de iniciação científica, estagiar e trabalhar nos laboratórios oferecidos pela instituição. A FESP me deu apoio e incentivo para realizar meus projetos, participar de congressos e simpósios, o que é o grande diferencial no currículo de um pesquisador”, afirmou a doutoranda.

Segundo ela, o interesse pela área de atuação começou nos laboratórios da FESP, onde ela decidiu se dedicar e aprofundar seus estudos acerca da temática “obesidade e diabetes”, doenças que atingem elevado índice de pessoas em todo o mundo e por isso se tornou um alvo extremamente importante no ramo da pesquisa.

Como mestranda, a pesquisadora concluiu um trabalho inédito sobre como o sistema nervoso autônomo - geralmente alterado em animais obesos e pré-diabéticos - induz alterações em receptores muscarínicos, principais responsáveis pelo ajuste colinérgico da secreção de insulina em células β-pancreáticas. 

Os resultados foram consideráveis e foram propostos novos alvos terapêuticos para a prevenção e/ou tratamento de doenças metabólicas relacionadas à obesidade - como a diabetes tipo II - e por isso o trabalho está sendo encaminhado para publicação em revista internacional, especializada em ciências biológicas.

No Doutorado, Rosiane vai propor um modelo experimental de obesidade transgeracional obtido a partir de uma geração de mães obesas, avaliando possíveis distúrbios na prole, tais como instalação da obesidade e alterações metabólicas que envolvam a disfunção dos mecanismos de secreção da insulina. Vertente importante na questão da saúde, pois, como ela explica, “as altas taxas da prevalência de obesidade na infância vêm preocupando profissionais da área de saúde, por isso estão sendo feitas pesquisas a respeito da prevenção, causas e tratamentos que envolvam o tema”.

Dentre diversos fatores relacionados à obesidade, o fator genético pode ser considerado um dos mais complexos e apresentam fortes componentes hereditários. Por este motivo os estudos da doutoranda são de grande valia. De acordo com a professora da Vera Lúcia Alves Oliveira, a obesidade atinge números epidemiológicos, avançando rapidamente entre todas as idades e classes sociais. “O excesso de peso já um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. Tendo em vista a elevada prevalência de doenças metabólicas relacionadas à obesidade nossos estudos são realizados a fim de desvendar mecanismos fisiopatológicos propondo novos alvos terapêuticos para a prevenção e/ou tratamento dessas doenças”, justificou a professora.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG