O governador Anastasia reconheceu o papel articulado pelo professor Fábio Pimenta Esper Kallas junto aos estudantes em Passos na retomada das negociações pela estadualização em 2009. "Eu me lembro muito bem de ser recebido pelos estudantes da Fesp e pelo prof. Kallas em um auditório "regurgitante" de tanta gente. Foi uma grande emoção e naquele momento fiz meu compromisso. Eu não prometo muitas coisas mas todas que prometo eu cumpro e hoje estou cumprindo esta reivindicação que é legítima e importante para toda Minas Gerais”, declarou.

A absorção das fundações educacionais possibilitará a melhor gestão dos cursos e a adequada avaliação de suas necessidades e ofertas pela Uemg, que se tornará a terceira maior universidade de Minas em número de alunos, atrás das universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e de Uberlândia (UFU).

“Feito o processo, do ponto de vista prático e concreto, significa que estamos absorvendo os funcionários, as instalações, assumindo as despesas, mas, muito mais, nós queremos um processo pedagógico cada vez mais inovador e que sustente a prosperidade e o desenvolvimento de Minas”, destacou Antonio Anastasia.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, explicou que com a estadualização, a Universidade do Estado de Minas Gerais passará a atender de forma pública e gratuita em mais seis cidades mineiras, oferecendo cursos na área de saúde, como biomedicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia e nutrição. A absorção será feita de modo integral e definitivo.

“Eu diria que esse é o momento histórico. Mais do que o resgate de um compromisso, a estadualização das fundações representa incluir na agenda de governo, de forma definitiva, o tema do ensino superior. E esse é o tema fundamental, a ferramenta talvez mais importante para que possamos alavancar o ingresso de Minas na sociedade do conhecimento”, ressaltou o secretário.

Após a estadualização das seis fundações, o número de alunos da Uemg passará dos atuais 5.600 para 15 mil. O número de cursos de graduação oferecidos saltará de 32 para 112 graduações, e o de professores subirá de 853 para 1800. Atualmente, a Uemg também oferece cursos de pós-graduação lato sensu, mestrados em Design, Educação e Engenharia de Materiais e um de doutorado em Engenharia de Materiais.

O reitor da Uemg, Dijon Moraes Júnior, enumerou os diversos avanços pelos quais passou a universidade nos últimos anos. Além de autorizar a abertura de concurso com 590 vagas para professores, uma ação inédita para a universidade, propiciou qualificação docente. “O outro ponto que queria destacar foi a autorização do concurso para servidores. A universidade cresceu muito e precisava de ter esse apoio. O senhor também fez um gesto que pode parecer pequeno, mas determinante: autorizou para a Uemg a incorporação dos benefícios e gratificações na carreira do docente, após a inatividade, além da imediata adequação de nível de carreira após qualificação”, listou Dijon Moraes, que também leu uma mensagem de agradecimento ao governador escrita pelo primeiro reitor da Uemg, professor Aluísio Pimenta, presente na solenidade.  

Funcionários da FESP terão contratação temporária

Em entrevista coletiva após cerimônia de assinatura de projeto de Lei, Antônio Anastasia, explicou que na prática, após a publicação da lei, a estadualização significa a absorção de diversos cursos, dos alunos em dia com suas obrigações que passarão a ter ensino gratuito. Os professores também serão absorvidos e ficarão em regime de trabalho de designação até sua efetiva por meio de concurso. 

Anastasia confirmou que todos os funcionários administrativos serão demitidos e posteriormente contratados por tempo determinado, pois segundo ele, de acordo com a Constituição não é possível para o Estado contratações sem concurso. "Os funcionários administrativos vão, no primeiro momento, ser contratados e posteriormente certamente serão submetidos a concurso público", declarou.

O secretário Nárcio Rodrigues também falou em entrevista coletiva e afirmou que vai visitar todas as unidades a serem encampadas para abrir as discussões em torno do processo de implantação. "Na chegada aqui eu fui abordado por pessoas preocupadas com a absorção das equipes que hoje integram cada fundação e eu queria pedir as pessoas que fossem a Frutal para entender como foi a encampação. Não houve nenhum trauma, houve um processo tranquilo em que toda a estrutura pode ser absorvida, naturalmente com o enquadramento das regras que normatizam o funcionamento da Uemg, mas é um processo que toda a comunidade vai ganhar", declarou. 

O secretário destacou ainda o papel do professor Fábio, que segundo ele foi um grande parceiro, um excelente condutor das discussões em torno de todo o projeto e lembrou ainda que ele tem uma visão técnica ampla e também uma liderança política importante que soma forças em torno de um mesmo ideal. "O Fábio tem uma capacidade agregadora muito grande e isso foi fundamental neste processo, pois toda a equipe seguiu unida principalmente com os presidentes das demais associadas com todos eles trabalhando juntos", finalizou.

Já o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, deputado estadual Cássio Soares, que é de Passos e assumiu a bandeira da estadualização como uma de suas principais propostas de trabalho, sempre fazendo solicitações ao Governador que se empenhasse em cumprir com a incorporação o mais breve possível. “Eu sei o quanto é difícil arcar com as despesas de um curso superior. E garanto que toda a região está feliz e comemorando pelo feito. Essa é uma de nossas principais conquistas, fruto da representatividade regional que temos hoje junto ao Governo”, afirmou.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG