A Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP/UEMG) divulgou na última semana o resultado do edital para participação de dois estudantes de graduação no Programa Ciência sem Fronteiras do governo federal. Os estudantes do curso de Engenharia Ambiental, Eridano Valim dos Santos Maia e Jéssica Karyane da Silva, ambos de 21 anos, irão cursar um período de estudos em uma universidade no exterior que deverá ser definida nos próximos meses.

O Ciência sem Fronteiras é um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério da Educação que disponibiliza uma cota de bolsas “sandwich” na graduação que promove o intercâmbio do aluno com diversos países inseridos com universidades participantes. O objetivo é apoiar alunos formalmente matriculados em cursos de graduação no Brasil nas áreas prioritárias do programa. A FESP conquistou o ingresso no programa em 2011 por ser uma instituição de pesquisa credenciada junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O processo seletivo interno da FESP contou com uma prova escrita de redação em português sobre o tema de interesse do aluno e uma prova de tradução para o inglês, realizada no dia 2 de dezembro. Foram levados em conta para a seleção, os seguintes critérios: o aluno ter cursado no mínimo 40% do curso, ou seja, estar pelo menos com o 4º período concluído; apresentar média global de notas de no mínimo 7 pontos, que é considerado um perfil de aluno de excelência e ter participado ou estar participando de projeto de pesquisa. “Somos uma instituição de pesquisa séria e que desenvolve pesquisas de qualidade, iremos dar o apoio para os estudantes selecionados que irão representar a FESP no exterior e trazer bons resultados para serem estudados e aplicados em Passos”, comemorou o presidente do Conselho Curador da FESP, professor Fábio Pimenta Esper Kallas.

As universidades e os países de destino onde Eridano e Jéssica irão estudar serão conhecidos no primeiro semestre de 2012. De acordo com o diretor do Núcleo Acadêmico de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da FESP, professor Eduardo Goulart Collares, os contatos terão que ser realizados com as universidades que tenham convênio com o CNPq para que os alunos selecionados possam ter o termo de aceite da instituição estrangeira. Os estudantes farão ainda um teste de proficiência em língua inglesa no qual deverão ser aprovados e só assim estarão aptos para a viagem. Collares lembrou ainda que cada um dos estudantes poderá ir para uma universidade e país distintos já que a escolha depende da linha de pesquisa na qual o aluno tenha mais interesse dentro da Engenharia Ambiental. “A possibilidade de envio destes alunos para vivenciar esta experiência no exterior vai ser um marco em termos de crescimento acadêmico para nossa instituição. Eles terão não só crescimento profissional como pessoal. Ao retornarem para a FESP repassarão as suas experiências para os colegas e para os nossos pesquisadores. Por meio deste programa, a FESP estará conectada as melhores universidades do mundo”, frisou Collares.

A coordenadora de Pesquisa e Extensão da FESP, Marisa da Silva Lemos, ressaltou que assim que os estudantes voltarem do país de destino a instituição irá promover um relato de experiências entre os colegas e os calouros que poderão se preparar caso queiram concorrer nas próximas edições do programa. “Além disso, cada um deles fará uma exposição sobre a experiência no FESP INOVA, maior evento científico e tecnológico da FESP”, lembrou Marisa.

Selecionados

Cursando o sétimo período de Engenharia Ambiental e estagiando na empresa Votorantim Cimentos S.A, unidade de Itaú de Minas, Eridano Valim dos Santos Maia, que é natural de Três Coraçoes (MG) vem se preparando para essa conquista há um bom tempo. Desde os primeiros períodos do curso o estudante desenvolve projetos de pesquisa e extensão. Há dois anos está estudando o idioma inglês e disse que nos próximos meses o estudo da língua será ainda mais intenso com a ajuda dos professores da FESP. Eridano tem um interesse maior em três áreas específicas sendo elas: gestão de resíduos sólidos, tecnologias no controle da poluição aérea e sistemas de gestão ambiental. Entre os trabalhos de maior destaque do aluno está a participação no Projeto Rondon, na Operação Zabelê, realizada em Itainópolis (PI), em janeiro de 2011.  Em 2010 foi bolsista de Iniciação Científica pelo Programa PIBIC-FAPEMIG com o trabalho “Determinação dos Módulos Estáticos de Deformação e Elasticidade de Concretos Produzidos com Rejeitos de Minerações do Sudoeste Mineiro” o qual foi apresentado no 12º Seminário de Iniciação Científica e Extensão da UEMG, realizado no Campus de Frutal, no início deste ano. O projeto faz parte de uma linha de pesquisa da FESP que estuda a viabilidade do uso de rejeitos de quartzito (pedra mineira) provenientes de minerações do sudoeste mineiro como agregado graúdo no concreto.  O trabalho foi selecionado pela FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas) para representar a FESP no 3º Seminário Estadual de Iniciação Cientifica do órgão, realizado no mês de setembro em Belo Horizonte.

Segundo Eridano, a vontade e o objetivo certo em participar do projeto foi tão grande que desde quando o programa foi lançado há alguns meses já pesquisava e se inteirava sobre o assunto. “No momento em que a FESP abriu o edital percebi que o que eu tanto desejava estava se tornando uma possibilidade. As causas que me fizeram candidatar são várias como, por exemplo, a sinergia de conhecimentos e tecnologias com países de primeiro mundo, aprimoramento do inglês e principalmente a oportunidade de trazer para o Brasil soluções científicas e tecnológicas que possam fazer com que nos tornemos uma potência”, disse.

No reconhecimento aos trabalhos e a consolidação da bagagem adquirida em sua trajetória, Eridano faz questão de destacar a contribuição da FESP, por meio do corpo docente, principalmente do professor Collares que vem acompanhando o trabalho do aluno desde o início de sua graduação, o apoio da empresa na qual estagia, a Votorantim Cimentos S.A., que deu muito incentivo e tem acreditado no potencial do aluno e, sobretudo, a força e o estímulo da família. “Estão todos extremamente felizes e orgulhosos pela conquista, em especial meu pai que desde sempre me colocou o estudo como única alternativa para se tornar um cidadão capaz de fazer a diferença”, conta Eridano.

A estudante Jéssica Karyane da Silva que também foi aprovada no edital de seleção terminou este ano o 6º período de Engenharia Ambiental. Residente na cidade de Delfinópolis, Jéssica concorda com Eridano ao citar o apoio da FESP e da família.

Também participou do Projeto Rondon 2011, na Operação Seridó, de janeiro a fevereiro de 2011 no Rio Grande do Norte. É integrante da equipe que realiza o Zoneamento Ambiental das Sub-bacias Hidrográficas dos Afluentes Mineiros do Médio Rio Grande, no projeto "Grande Minas - União pelas Águas”, uma parceria da FESP, ADEBRAS e Comitê de Bacias Hidrográficas do Médio Rio Grande. Em seu currículo ela acumula ainda a participação como integrante do Grupo Gestor de Coleta Seletiva no município de Delfinópolis (MG). A decisão em participar da seleção foi reforçada pelo desejo da busca pelo novo. “Compartilhar experiências e aprender a cada dia mais foi o que me impulsionou. Fazer parte dos cidadãos que podem ajudar o Brasil, hoje país emergente, a se tornar um país de primeiro mundo foi um dos fatores que pesaram na hora da candidatura. Conciliar o desenvolvimento econômico, social e ambiental é uma tarefa a ser cumprida”, ressaltou.

Os dois estudantes são exemplos do investimento realizado pela FESP por meio de diversos órgãos na pesquisa e extensão que são de grande importância para o desenvolvimento da vida acadêmica de uma instituição de ensino superior e que tem resultados expressos na vida tanto profissional quanto pessoal do estudante. “Quando você trabalha com pesquisa e extensão, consegue aprender o que não aprende nas salas de aula. É um complemento essencial para uma boa formação. Colocar a mão na massa traz um conhecimento incalculável que dificilmente se obtém somente com a teoria da graduação, além é claro de abrir várias portas para o mercado de trabalho”, concluiu Jéssica.

Fonte: Departamento de Comunicação e Marketing