Nesta quinta-feira acontece o 5º Encontro Técnico em Produção Leiteira, o Tecnoleite, no Auditório Professor Armando Righetto (Bloco 08) da FESP, a partir das 8h. O evento propõe a difusão de novas tecnologias entre produtores, técnicos e acadêmicos dos cursos de ciências agrárias, visando contribuir para o desenvolvimento da pecuária leiteira regional.

Em quatro edições, o Tecnoleite se consolidou como relevante encontro pela sua estrutura concentrada e por trazer importantes nomes para exporem sobre a temática leiteira. Justificativa esta foi dada pelo coordenador do evento, Ricardo Ferreira Godinho, que ainda comentou sobre os palestrantes deste ano: são quatro profissionais de destaque nacional em suas áreas de atuação, que possuem como diferencial uma sólida experiência de campo/prática.

Experiência de produção de leite no exterior, novidades em manejo reprodutivo, gestão da qualidade e sanidade de animais serão os aspectos abordados durante as apresentações deste ano. Para o professor Godinho, “quem participar terá a oportunidade de se atualizar acerca de temas relevantes para a produção leiteira, e consequentemente, de melhorar os sistemas de produção de leite em que estão envolvidos, ou que poderão se envolver. Para os alunos, o contato com profissionais, que têm um grande embasamento teórico aliado à experiência de campo, é um ganho diferenciado”.

Qualquer pessoa interessada em conhecer um pouco mais sobre produção de leite, pode se inscrever amanhã, no próprio auditório a partir das 7h30. O valor do investimento é R$25,00.

Confira a programação completa aqui

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



Julio Cesar Machado, professor dos cursos de Letras, Pedagogia e Engenharia Ambiental da FESP, foi aprovado em processo para doutoramento no exterior, no qual lhe foi concedida uma vaga no programa “Sanduíche” pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Após ser aprovado, primeiramente, pela sua orientadora, a Drª Marion Carel – considerada referência nos estudos de semântica e argumentação – o professor Julio Cesar Machado também conseguiu aval para o Doutorado no programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e, por conseguinte, sua pesquisa, já em percurso sob o título “Política Definitória e Ideias Semânticas: um estudo enunciativo sobre o sentido e a definição” será desenvolvida, em parte, no cenário científico de Paris, na França, principalmente na l’École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), onde a Drª Marion Carel é Directrice d'études et Professeur d’Argumentation et énonciation dans la langue. 

Os estudos do professor da FESP estão diretamente relacionados à produção de dicionários e sua utilização no Brasil. De acordo com o doutorando pesquisas diversas sugerem que a cada 98 minutos uma nova palavra é criada. “Elas simplesmente nascem às centenas e, nem a academia, nem os lexicógrafos conseguem lidar com isso. Minha pesquisa quer trabalhar este fenômeno da insuficiência das palavras para tratar sentidos que aparecem aos milhões sem palavras suficientes para defini-los e, na contrapartida, a necessidade frustrada de registrar essas palavras na totalidade. O objetivo não é propor limites para o uso da palavra. Trata-se, antes, de assumir certas palavras como pertencentes a nossa língua”, explicou Machado.

Ainda segundo ele, a maioria dos mais conhecidos dicionários corta certas palavras por julgá-las como não “nobres ou éticas”. “Minha trabalho é integrativo nesse sentido: se falamos, se os falantes usam, se pobres e doutores utilizam, então é fala, tem seu sentido e é nossa língua. Defendo, de certa forma, uma ‘democracia semântica’ em detrimento a uma ‘ditadura semântica’ de certos dicionários”, justificou.

Julio Cesar Machado é professor da FESP desde 2010. Além das aulas também se ocupa das pesquisas na CPEX, coordena o “Grupo de Investigações Semânticas e Discursivas da Fesp – GISD”, atualmente tem 6 bolsistas de Iniciação Científica, publicou livro no começo deste ano e organiza a Jornada em Linguistica, realizada pela FESP, em segunda edição no dia 29 de Junho.

Qual a emoção, professor Machado? “Um vaga-lume me fascina, uma formiga me faz escrever um artigo... O que direi da companhia de mentes tão brilhantes? Prometo contar quando estiver de volta. Fico feliz em contribuir com o rigor internacional para a reconhecida qualidade das pesquisas na FESP. Sou imensamente grato ao apoio dos meus colegas de trabalho, especialmente agradeço ao presidente Fabio Kallas e ao diretor Anderson Jacob”, finalizou.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



No dia 06 de junho às 14h30 os Cursos de Direto e de Serviço Social organizaram a palestra sobre Pesquisa e Extensão Universitária na área jurídico-social no Escritório Escola – Bloco 9 da FESP, como parte das atividades do XI Fórum Jurídico Social. A palestra foi ministrada pela professora Drª. Cirlene Aparecida Hilário da Silva Oliveira que é assistente social e professora na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP, Campus de Franca. A palestra intitulada, “A importância da Extensão Universitária e o Papel da Pesquisa”, teve a participação de professores, profissionais da comunidade e alunos dos Cursos de Direito e Serviço Social da FESP.

De acordo com a palestrante Drª. Cirlene Aparecida Hilário Da Silva Oliveira toda extensão que se fecha nela mesma é uma extensão que se fragiliza e a que se expande para além dos muros universitários tende a se fortalecer e crescer, a pesquisa e a extensão precisa saber se comunicar com a realidade. Toda universidade é reconhecida pela extensão que realiza, principalmente se tiver o compromisso ético cumprido quando seu resultado se configure em um bem maior para a comunidade em que está inserida.

O evento contou com a presença da Coordenadora de Pesquisa e Extensão da FESP, Marisa da Silva Lemos. A mesma relata que as considerações realizadas pela Dra. Cirlene sobre pesquisa e extensão na área jurídico-social muito nos acrescentou e afirmou o nosso compromisso de universidade junto a comunidade com as mais de 100 atividades de extensão que a FESP realiza junto a comunidade de Passos e região. 

Segundo a Coordenadora do Curso do Serviço Social, Jane Borges Lemos Mattar, o evento torna-se importante quando partimos do pressuposto que a vida acadêmica tem sua dinâmica também fora da sala de aula, principalmente em acontecimentos que estendem a parceria entre dois cursos da área de Humanas para debaterem conjuntamente questões ligadas à nossa realidade, o que já acontece no cotidiano universitário através da prestação de serviços gratuitos à comunidade e a existência de um espaço de formação profissional, como o Escritório Escola Jurídico Social. Professores e alunos recebem conhecimento diferenciado que estimula ainda mais a busca e a troca de saberes contando como resultado de eventos do nível desse Fórum a sua socialização para com seus pares e a população atendida pelos participantes.

 

REPORTAGEM ESCRITA PELA COORDENAÇÃO DE PESQUISA E EXTENSÃO DA FESP - CPEX



Juliano Fiorelini Nunes professor pesquisador doutor da Fundação de Ensino Superior de Passos/FESP, do Curso de Ciências Biológicas, foi homenageado por colegas cientistas com seu nome em nova espécie catalogadade inseto. Esta se deu pelo professor ter realizado a coletado espécime que foi coletada por ele na Serra da Canastra-MG. O nome da espécie em que o professor da FESP, Juliano Fiorelini Nunes, foi homenageado é: “Hecabolusjulianoi”. Esta coleta faz parte do projeto de pesquisa que o professor desenvolve em parceria com os professores doutores da FESP Sônia Zampieron e João Zampieron, Clóvis Sormus de Castro e Angélica Maria Penteado-Dias da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Rosa Briceño da Universidad Centrooccidental Lisandro Alvarado na Venezuela e Alejandro Zaldívar-Riverón da Universidad Nacional Autónoma de México na cidade do México. 

Este projeto de pesquisa produziu um artigo científico na Revista Científica Internacional Zookeysque foi publicado em maio de 2013 intitulado “The genus Hecabolus Curtis (Braconidae: Doryctinae) in South America, withdescription of six new species”. Trata-se da descrição de 6 novas espécies de vespas do gênero Hecabolus, que ocorrem cinco delas no Brasil e uma delas na Venezuela. Este artigo publicado tem por objetivo contribuir para um conhecimento maior da biodiversidade brasileira e sul-americana. As descrições de novas espécies são obras das coletas realizadas pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitoides do Sudeste do Brasil (INCT Hympar Sudeste) ao qual a FESP é instituição integrante através do trabalho desenvolvido no laboratório de entomologia do Curso de Ciêncais Biológicas tendo recebido deste instituto vários recursos para desenvolvimento de pesquisas nesta área na FESP.

O professor Doutor Juliano Fiorelini diz que esta parceria reafirma a participação dos professores da FESP em um dos INCT´s e ganha visibilidade internacional por ter sido a instituição que promoveu as coletas que resultaram na descrição de uma das espécies do artigo. “Pessoalmente, me sinto lisonjeado pela homenagem dos autores que são meus amigos pessoais e parceiros de pesquisa, institucionalmente fico feliz por ter a oportunidade de estar participando do INCT Hympar Sudeste e poder levar o nome da FESP em artigos internacionais seja como autor ou como pesquisador homenageado.”

De acordo com Marisa da Silva Lemos, Coordenadora de Pesquisa e Extensão da FESP ter o nome incluído em uma nova espécie no meio científico demostra seriedade e compromisso com a pesquisa e o mais relevante ter merecimento de recebê-lo. A FESP através desta coordenadoria parabeniza o professor pela homenagem recebida.

REPORTAGEM ESCRITA PELA COORDENAÇÃO DE PESQUISA E EXTENSÃO DA FESP - CPEX



Ayeska Hubner, graduada em agronomia pela Fundação de Ensino Superior de Passos, vai, em Agosto próximo, para o Centro de Pesquisa Australiano CSIRO Forest Research - referência internacional em pesquisa - onde vai aprofundar seus estudos sobre manejo de resíduos de florestas e fertilização em espécies florestais de interesse econômico, no caso, o eucalipto.

A agrônoma-doutoranda disse que esteve ligada aos trabalhos de pesquisa desde seu primeiro período no curso da FESP, onde foi bolsista de iniciação científica, desenvolvendo estudos na área de solos. Segundo Ayeska, professores como Eduardo Collares, Wellington Willian Rocha, Rita de Cássia Ribeiro Carvalho e outros, apresentaram a ela o mundo científico onde pôde viver experiências que a ajudam em sua carreira. “Acredito que um curso vai além da sala de aula e provas. É preciso vivenciar as situações que teremos que lidar na vida profissional quando não estivermos mais na faculdade, e posso dizer que a FESP me proporcionou isso”, declarou a ex-aluna.

Ayeska fez mestrado em Ciência do Solo na Universidade Federal de Lavras (UFLA), onde concentrou sua pesquisa na área de física e conservação de solos em florestas. Atualmente a pesquisadora está na metade do seu doutorado em Recursos Florestais na ESALQ/USP, desenvolvendo trabalho em química de solos florestais e nutrição de eucalipto.

Os experimentos já realizados por Ayeska em sua tese na ESALQ/USP fazem parte de uma rede mundial que estuda o manejo de resíduos florestais e fertilização em espécies de florestas de interesse econômico, abrangendo outros iguais experimentos em mais 16 países, sendo duas destas, pesquisas australianas. Desta forma, com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) – que já financia seu doutorado – a ex-aluna da FESP irá compartilhar e comparar resultados dos estudos feitos por outros dois pesquisadores da Tasmânia, integrando o experimento brasileiro com os da Austrália. Lá, Ayeska irá conhecer um modelo matemático chamado CABALA (Carbon Balance) que avalia diversos parâmetros – estoque de carbono no solo, mineralização de nitrogênio, balanço hídrico, dentre outros – que podem influenciar no crescimento e produtividade de florestas de eucalipto. 

No esforço de ressaltar a importância do intercâmbio de conhecimento e da cooperação científico-tecnológica para o desenvolvimento das ciências, a professora Rita de Cássia Carvalho pontuou que a “bolsa sanduíche” promove a consolidação e internacionalização da ciência e pesquisa conduzidas no Brasil, tão boas em qualidade quanto as internacionais. De acordo com a docente da FESP “os pesquisadores brasileiros são capazes de inovar e competir em diversas áreas, ainda mais no caso da Ayeska, abordando as ciências agrárias, nosso forte gargalo. E para FESP isso é importante, pois demonstra a competência e seriedade da Instituição na formação dos seus alunos. O sucesso demonstrado pelos egressos só vem provar que aqui se faz profissional sério e competente”, defende Rita de Cássia que está se preparando para apresentar dois trabalhos em Sidney, na Austrália, também resultado de pesquisa de iniciação científica com três co-autores agrônomos recém-formados.

Ainda de acordo com a professora, a FESP tem demonstrado a cada dia um incentivo maior na pesquisa através do corpo docente, que está cada vez mais preparado para orientar e dessa forma mais alunos terão oportunidade de alcançar sucesso, assim como Ayeska.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



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