A Semana Acadêmica do curso de Direito da FESP trouxe para os estudantes da Fundação a exposição do tema “Tráfico de pessoas para fins de prostituição”, ministrada pelo professor Doutor Paulo César Correa Borges, Promotor de Justiça de Franca e coordenador do curso de Mestrado da UNESP. 

O professor apresentou o panorama mundial sobre os crimes de tráfico de pessoas, segundo o qual pelo menos dois milhões e meio de pessoas, originárias de 127 países, são vítimas de tráfico. O número que pode ser tímido perto da realidade, uma vez que as estatísticas são baseadas apenas nos registros de vítimas que conseguiram denunciar os crimes.

De acordo com as pesquisas apresentadas pelo professor, o tráfico humano tem se caracterizado por ser a 3ª atividade criminosa do mundo - tendo antes apenas o tráfico de drogas e o tráfico de armas - e envolve várias finalidades, como exploração sexual, trabalho escravo, matrimônio forçado, mendicância infantil e até trafico de órgãos. 

Durante a palestra o professor explicou a importância da união de esforços para o combate ao crime de tráfico de pessoas e alertou sobre a escravidão moderna. “A grande questão é essa nova consciência de que a escravidão não é só aquela que a gente imagina da época da nossa escravidão: dos negros sendo acorrentados, recebendo chibatadas. A escravidão hoje inclui em seu conceito inclusive a exploração sexual”, esclarece o professor. 

O sonho de sair do país, as promessas de empregos diferenciados e as carreiras bem sucedidas são as principais formas de atrair possíveis vítimas de tráfico humano. “As pessoas precisam ficar atentas porque muitas vezes a sedução e a forma de induzir uma pessoa a ir para o exterior acontecem por mecanismos normais, de agenciamento de pessoas para trabalhar em locais não tão certos, inseguros, como garçonetes em boates, babysitter. Tem que se tomar muito cuidado porque isso pode induzir a vítima a cair na malha das organizações criminosas especializadas no tráfico de pessoas, que é a terceira maior fonte de renda ilícita do mundo”, alerta. 

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG