A partir desta segunda-feira (18), uma equipe de professores e alunos da FESP vai ministrar palestras em 17 postos de saúde da família (PSF), em Passos, para levar informações sobre tipos de diabetes, prevenção, tratamento e cuidados com os pés dos pacientes. A ação faz parte da segunda fase do projeto de pesquisa “MONOFILAMENTOS DE SEMMES-WEINSTEIN: uma avaliação da sensibilidade protetora dos pés na prevenção da úlcera plantar e indicação do uso de palmilhas”, vinculado à Fundação de Amparo a Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG). 

A atividade educativa será desenvolvida até o dia 29 de agosto e, segundo a coordenação do projeto, sob responsabilidade da professora doutora Tânia Maria Delfraro Carmo e do professor, fisioterapeuta e acupunturista  Djalma Reis do Carmo, vai atingir mais de 2000 mil pessoas.

Ainda de acordo com os coordenadores, o projeto está sendo realizado em várias etapas e o objetivo principal é analisar os comportamentos de riscos associados à instalação de úlceras plantares nos portadores de Diabetes Mellitus, realizar o teste da perda da sensibilidade plantar, confeccionar e distribuir palmilhas protetoras, além de desenvolver ações educativas para diminuição dos riscos de instalação da úlcera plantar.

“Vamos contar com o apoio das equipes integrantes das unidades ESF’s e do NASF, da Prefeitura Municipal de Passos. As palestras acontecerão no período da manhã e da tarde, em diferentes bairros da cidade. Vamos exibir um vídeo de duração de 10 minutos, em seguida, a equipe executora do projeto falará sobre a temática e, depois teremos uma demonstração prática dos cuidados com os pés. Será servido no final de cada evento, um lanche com orientação nutricional para os participantes”, explicou a professora.

Fazem parte do projeto: quatro acadêmicas bolsistas dos cursos de Enfermagem e Biomedicina, três professoras, duas enfermeiras e uma nutricionista. Na primeira fase da pesquisa, foi levantado, junto aos portadores, o conhecimento sobre os fatores de risco para instalação de úlceras plantares e foi aplicado o teste dos monofilamentos de Semmes-Weinstein, que avalia a perda sensibilidade protetora dos pés. 

“Esta avaliação constitui um dos métodos mais simples, eficazes e de baixo custo para prevenção de lesões nos pés. Aplicamos em todos os portadores de diabetes cadastrados nas 17 ESF de Passos e que aceitaram participar da pesquisa. Vamos trabalhar o segundo passo e depois, na última fase do projeto, será realizado o teste de Plantigrafia Eletrônica ou Baropodometria para analisar as áreas de risco de instalação de úlcera plantar e deformidades nos pés. Aos portadores de áreas de risco de lesão plantar serão confeccionadas e distribuidas palmilhas de proteção dos pés”, elucida o coordenador Djalma Reis do Carmo.

Diabetes 

O pé diabético ou úlcera plantar é uma das complicações mais comuns entre portador de Diabetes Mellitus, tendo, como consequência, uma redução significativa na qualidade de vida dos indivíduos acometidos. “Isso acontece porque causa incapacidades e deformidades, podendo levar a amputação de dedos, do pé e de toda perna. A condição também gera elevado custo econômico para os serviços de saúde, problemas psicológicos e sociais para o indivíduo”, justificou a professora Tânia Delfraro, ainda comentando sobre o crescimento do número de atingidos pela diabetes no país. “O Brasil possui, atualmente, 5 milhões de portadores de diabetes, ocupando a 8ª posição em prevalência da doença no mundo, com estimativa de passar para a 6ª posição, chegando a alcançar 11,3% da população até 2030”.

Dessa forma, o projeto da FESP vem atender a necessidade de promover não somente a melhora na condição de pacientes que sofrem as consequencias da doença, mas também vem promover um alerta para a população acerca da gravidade das estatísticas.

“É preciso que os profissionais que integram as equipes das unidades das ESF’s estejam atentos aos sinais e sintomas da perda de sensibilidade a fim de tomarem medidas para evitar o risco de lesões nos pés. O diagnóstico precoce da diminuição da perda da sensibilidade, o tratamento oportuno e o autocuidado evitam a maioria das complicações”, completa Djalma.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



A Fundação de Ensino Superior de Passos reafirmou a parceria que libera a utilização do Centro de Recreação e Esportes para pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Passos, unidade de saúde que atende pessoas com transtornos mentais graves e dependentes de substâncias psicoativas.

Durante as sextas-feiras, das 09h às 11h e das 14h às 16h, o CIRE disponibiliza seu espaço para as atividades programadas exclusivamente para os atendidos do CAPS, que são acompanhadas por um profissional de Educação Física. 

“A parceria existe desde 2011 e consiste em propiciar uma melhor qualidade de vida para as pessoas em tratamento nos CAPS, que se sentem valorizadas, pois são capazes de vivenciar momentos que talvez nunca pudessem experimentar. As ações de responsabilidade da FESP são importantes e garantem às pessoas com transtornos mentais mais dignidade e reconhecimento enquanto cidadãos”, justificou Mayra Andrade Cardoso Martins, Coordenadora Geral de Saúde Mental de Passos.

Todas as atividades são realizadas sob a responsabilidade e coordenação da Secretaria Municipal de Saúde.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



A Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP) inaugura nesta semana mais duas obras. Na segunda-feira (24), a solenidade vai abrir as portas do Laboratório Escola de Análises Clínicas, localizado no Bloco 07 da Fundação. Na terça-feira a cerimônia acontece no Prédio Principal, onde está o Complexo de Laboratórios da Saúde, planejado para receber o curso de Medicina. Juntas, as dependências somam um investimento de mais de 1 milhão de reais em construção, reforma e instalação de equipamentos.

“Os cursos da área da saúde da FESP estão recebendo a melhor e mais moderna estrutura para atender as necessidades de aprimoramento prático daqueles conhecimentos apreendidos em sala de aula. Com certeza este é um ganho sem medida para o desenvolvimento de futuros profissionais altamente qualificados. A FESP vem buscando dar cada vez mais suporte aos alunos e, depois da inauguração do nosso Campus Universitário, o Laboratório de Análises Clínicas e o Complexo da Saúde vêm sustentar essa nova estrutura da FESP, especialmente o curso de Medicina”, defende o presidente do Conselho Curador da FESP, professor Fabio Pimenta Esper Kallas.

O Complexo de Laboratórios da FESP foi concebido para atendimento das necessidades do Núcleo de Ciências Biomédicas e da Saúde, coordenado pela professora Tânia Maria Delfraro Carmo. Segundo ela, sob a coordenação do professor Luiz Camilo Silveira Teodoro, a equipe constituída de profissionais enfermeiros, médicos, engenheiro e arquiteto, desenvolveu todos os projetos a partir da identificação das necessidades apontadas pelas estruturas curriculares dos cursos do Núcleo - especialmente do curso de medicina - bem como a partir de análises técnicas da legislação vigente e documentos pertinentes; tudo isso sendo enriquecido com diversas visitas técnicas realizadas em instituições de ensino e pesquisa.

A área possui um total de 800 metros quadrados e tem capacidade total para 330 discentes e docentes. Além do atendimento a todas as estruturas curriculares dos cursos do núcleo da saúde, o complexo de laboratórios está equipado para o desenvolvimento de pesquisas diversas, fora do âmbito acadêmico, com espaços e equipamentos próprios, privativos para docentes pesquisadores, ou mesmo para o desenvolvimento de pesquisas por discentes, dentro do programa de iniciação científica.

Dividido em grandes áreas distribuídas por afinidade, o Complexo é constituído por um setor de Habilidades e outro denominado de Bases Biológicas. “No Subcomplexo de Habilidades todos os laboratórios contam com modernos e atualizadíssimos modelos anatômicos, eletrônicos e computadorizados que simulam situações programadas. Essa estrutura vai ser utilizada para preparar ainda mais os nossos alunos, colocando-os mais perto da prática”, explicou a professora Tânia Delfraro.

Os laboratórios estão equipados e preparados para o desenvolvimento da maioria dos procedimentos que os futuros profissionais da saúde realizarão no campo profissional, ou seja, antes de terem acesso à prática profissional devem desenvolver as técnicas, habilidades e competências no ambiente dos laboratórios, havendo medida de desempenho e habilitação para o exercício profissional no campo dos estágios.

Laboratório de Análises Clínicas

O Laboratório Escola de Análises Clínicas foi projetado para atender todos os requisitos exigidos pela Vigilância Sanitária e pelo Ministério da Educação (MEC), sendo equipado com excelentes aparelhos automáticos e semiautomáticos. Nele são realizadas aulas práticas, onde os alunos realizarão parte do programa de estágio supervisionado. Nas atividades que envolvem a rotina laboratorial – desde a coleta até a emissão e interpretação dos resultados – estão os exames nas áreas de Bioquímica, Hematologia, Urinálises, Parasitologia, Hormoniologia e Imunologia.

De acordo com a coordenadora do curso de Biomedicina da FESP, professora Alessandra Bonacini Cheraim Silva, e a coordenadora de estágio, Karina Maciel Pádua, a atuação do Laboratório está relacionada ao atendimento, treinamento e aprimoramento de estagiários de graduação e pós-graduação, e também à divulgação, orientações e desenvolvimento de protocolos na medicina diagnóstica.

“O Laboratório oferece suporte a alunos de graduação, pós-graduação e pesquisadores, garantindo a organização, inserção de protocolos e disponibilização de dados, necessários ao desenvolvimento de banco de dados para análise e resultados das variáveis investigadas, nas pesquisas de interface com o laboratório clínico. A importância do exame laboratorial vem crescendo através dos anos, além de colaborar no diagnóstico e por muitas vezes determinar o caminho que o clínico deve seguir, também tem um papel muito importante dentro da medicina preventiva. Os exames laboratoriais quando bem realizados tem colaborado bastante em várias patologias. Desta forma o Laboratório Escola da FESP irá contribuir para a manutenção da saúde da comunidade Passense”, explica a professora.

O Laboratório Escola da FESP conta com uma equipe de profissionais dedicados e treinados, com qualidade dos serviços, sempre atualizado e modernizado em todos os seus setores, com eficiência nos serviços e exatidão no diagnóstico.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



Rita de Cassia Oliveira, graduada em ciências Biológicas pela FESP em 2012, começou, no ano passado, a sua pesquisa de Mestrado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). 

A bióloga estuda biomarcadores relacionados à angiogênese no carcinoma renal de células claras (câncer de rim). Utilizando amostras de biopsias de tumores renais, a pesquisadora analisa material genético, verificando a expressão de 7 genes e 12 micro RNAs (que são uma classe de RNAs não codificantes de função regulatória, que podem desencadear uma repressão ou superexpressão do gene). Após essa primeira fase, Rita vai correlacionar a expressão destes com o grau do carcinoma. 

“Meu trabalho é relevante pelo fato de que se conseguirmos fazer essa correlação poderemos estabelecer métodos menos invasivos para avaliar a progressão dessa doença, visto que os métodos atuais são invasivos. Se descobrirmos um marcador molecular eficiente para detectar o grau do tumor, e se ele vai invadir outros órgãos, isso poderia poupar o paciente de passar por uma biopsia na fase de investigação da doença, pois esses marcadores podem ser encontrados no sangue ou na urina”, explica.

A dissertação de mestrado deve ser defendida até o fim de 2015 e provavelmente a pesquisa será continuada na tese de doutorado da bióloga. “Meu projeto é apenas para identificar a expressão dos genes e dos micro RNAs nos tecidos tumorais a fim de correlacionar agressividade da doença. A conclusão da pesquisa estará em uma fase bem mais avançada da que eu gostaria de estudar no doutorado. Chamamos de prognóstico a capacidade de avaliar antecipadamente a progressão da doença, o impacto do meu trabalho será diretamente nesse ponto, já que nosso objetivo é poder prever a agressividade de acordo com a superexpressão ou subexpressão de determinados genes”.

A egressa esteve envolvida com pesquisa científica desde seu primeiro ano de graduação na FESP. “Sempre gostei muito e sempre soube que meu lugar era na bancada. Os meus professores da FESP me incentivaram e ajudaram muito. Eu incentivaria todos os alunos que tenham vontade de seguir essa linha de trabalho, já que é uma carreira promissora. As descobertas feitas podem ajudar muitos pacientes no futuro”, finalizou.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



A professora do Núcleo de Saúde da FESP, Doutora Raquel Dully, teve outorgada a sua Menção Honrosa do Prêmio CAPES de Tese 2013, pelo trabalho “Em defesa da saúde da criança: o cuidado de enfermagem e o direito à saúde no contexto da atenção primária”, defendido em 2012, sob orientação da professora Débora Falleiros de Mello, do Programa de Pós-Graduação de Enfermagem em Saúde Pública da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto (USP/RP). O resultado foi publicado no Diário Oficial da União em outubro do ano passado.

Segundo a premiada, este é o reconhecimento do trabalho desenvolvido durante o período de doutoramento, de três anos e meio. Em documento divulgado, a CAPES diz que tem o objetivo de outorgar distinção às melhores teses de doutorado defendidas nos cursos de pós-graduação reconhecidos no Sistema Nacional de Pós-Graduação. Participaram as teses selecionadas em cada uma das áreas do conhecimento e foram considerados na seleção os quesitos de originalidade,  inovação e qualidade. 

Ainda de acordo com a docente, a FESP contribuiu para o sucesso de sua carreira acadêmica desde sua graduação, quando oportunizou uma formação sólida e a participação em projetos de pesquisa e extensão, iniciando enquanto aluna. Posteriormente, já como docente, a FESP procurou incentivá-la a buscar a continuidade dos estudos, além de viabilizar o amadurecimento profissional, valorizando a atuação no tripé ensino, pesquisa e extensão.

Para a doutora, o Prêmio CAPES de Tese 2013 representa uma conquista importante e gratificante, incentivando-a a continuar o seu processo de aprendizado e de construção de conhecimento, em conjunto com alunos, colegas de trabalho, profissionais de saúde e usuários dos serviços de saúde, sempre de maneira compartilhada.

Sobre a Tese

Raquel Dully explicou que no doutoramento, sua pesquisa partiu da consideração de que as práticas de saúde necessitam ser fortalecidas com a atuação dos profissionais e dos sujeitos na construção de planos de responsabilização, para uma maior integralidade da atenção e do exercício do direito à saúde, destacando as ações em favor da criança pela sua vulnerabilidade.

Diante disso, o objetivo do estudo foi compreender as experiências de enfermeiros que atuam em unidades de saúde da família na perspectiva do cuidado e da defesa do direito à saúde, buscando novos subsídios para a constituição de práticas e saberes no contexto da atenção primária em saúde da criança. “Trata-se de uma investigação de natureza qualitativa, numa perspectiva hermenêutica, a partir de entrevistas semiestruturadas gravadas com enfermeiros que atuam na Estratégia Saúde da Família (ESF) no município de Passos (MG). Os resultados demonstraram que o desempenho do enfermeiro na ESF envolve comprometimento e aprimoramento de saberes e práticas para defender e proteger os sujeitos. Nesse processo, a iniciativa, a comunicação, a habilidade e a ação de defesa implicam no estabelecimento de interações intersubjetivas para efetivar o cuidado e a advocacia em saúde. Na saúde infantil os enfermeiros devem ser agentes públicos imbuídos de observação e intervenção para respeitar, proteger e efetivar os direitos humanos na proteção da saúde da criança de modo integral e longitudinal”, detalhou.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



Notícias por ANO e MÊS

Calendário de Noticias e Eventos

<<  novembro 2020  >>
seteququsedo
2627282930311
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30123456