A professora do Núcleo de Saúde da FESP, Doutora Raquel Dully, teve outorgada a sua Menção Honrosa do Prêmio CAPES de Tese 2013, pelo trabalho “Em defesa da saúde da criança: o cuidado de enfermagem e o direito à saúde no contexto da atenção primária”, defendido em 2012, sob orientação da professora Débora Falleiros de Mello, do Programa de Pós-Graduação de Enfermagem em Saúde Pública da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto (USP/RP). O resultado foi publicado no Diário Oficial da União em outubro do ano passado.

Segundo a premiada, este é o reconhecimento do trabalho desenvolvido durante o período de doutoramento, de três anos e meio. Em documento divulgado, a CAPES diz que tem o objetivo de outorgar distinção às melhores teses de doutorado defendidas nos cursos de pós-graduação reconhecidos no Sistema Nacional de Pós-Graduação. Participaram as teses selecionadas em cada uma das áreas do conhecimento e foram considerados na seleção os quesitos de originalidade,  inovação e qualidade. 

Ainda de acordo com a docente, a FESP contribuiu para o sucesso de sua carreira acadêmica desde sua graduação, quando oportunizou uma formação sólida e a participação em projetos de pesquisa e extensão, iniciando enquanto aluna. Posteriormente, já como docente, a FESP procurou incentivá-la a buscar a continuidade dos estudos, além de viabilizar o amadurecimento profissional, valorizando a atuação no tripé ensino, pesquisa e extensão.

Para a doutora, o Prêmio CAPES de Tese 2013 representa uma conquista importante e gratificante, incentivando-a a continuar o seu processo de aprendizado e de construção de conhecimento, em conjunto com alunos, colegas de trabalho, profissionais de saúde e usuários dos serviços de saúde, sempre de maneira compartilhada.

Sobre a Tese

Raquel Dully explicou que no doutoramento, sua pesquisa partiu da consideração de que as práticas de saúde necessitam ser fortalecidas com a atuação dos profissionais e dos sujeitos na construção de planos de responsabilização, para uma maior integralidade da atenção e do exercício do direito à saúde, destacando as ações em favor da criança pela sua vulnerabilidade.

Diante disso, o objetivo do estudo foi compreender as experiências de enfermeiros que atuam em unidades de saúde da família na perspectiva do cuidado e da defesa do direito à saúde, buscando novos subsídios para a constituição de práticas e saberes no contexto da atenção primária em saúde da criança. “Trata-se de uma investigação de natureza qualitativa, numa perspectiva hermenêutica, a partir de entrevistas semiestruturadas gravadas com enfermeiros que atuam na Estratégia Saúde da Família (ESF) no município de Passos (MG). Os resultados demonstraram que o desempenho do enfermeiro na ESF envolve comprometimento e aprimoramento de saberes e práticas para defender e proteger os sujeitos. Nesse processo, a iniciativa, a comunicação, a habilidade e a ação de defesa implicam no estabelecimento de interações intersubjetivas para efetivar o cuidado e a advocacia em saúde. Na saúde infantil os enfermeiros devem ser agentes públicos imbuídos de observação e intervenção para respeitar, proteger e efetivar os direitos humanos na proteção da saúde da criança de modo integral e longitudinal”, detalhou.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG