O Projeto Grande Minas União pelas Águas da FESP – hoje unidade UEMG de Passos – ganhou o grande prêmio da 2ª edição da Feira de Ciências e Inovações Tecnológica (Feicintec) realizada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas). 

O prêmio incentiva a criação, o planejamento e a execução de projetos de inovação e segundo o CREA-MG, foram mais de 130 projetos inscritos com propostas de inovação nas áreas de engenharia, agronomia, geologia, geografia e meteorologia. Os dez primeiros colocados foram premiados com valores entre R$ 2 mil e R$ 12 mil.

“Foi muito importante. Competimos com 138 projetos das principais instituições de ensino e pesquisa do Estado de Minas Gerais, dentre elas a UFMG, UFLA, UFTM e INATEL e os trabalhos lá apresentados foram de altíssima qualidade, dentre eles muitos protótipos que já foram ou que serão patenteados. Um aspecto muito importante é que conseguimos passar aos avaliadores uma nova concepção para lidar com o planejamento e gestão ambiental em uma bacia hidrográfica”, avalia o coordenador do projeto Grande Minas, professor Dr. Eduardo Goulart Collares. 

O Presidente do Conselho Curador da FESP, professor Fabio Pimenta Esper Kallas elogiou o empenho da equipe do projeto e chamou a atenção para a importância pedagógica do Grande Minas. “Ficamos muito orgulhosos em ver mais este reconhecimento aos nossos alunos e corpo docente. O projeto Grande Minas se destaca não só pela relevância social, mas também pela importância pedagógica, pois mobilizou estudantes, professores, pesquisadores e técnicos das mais diversas áreas na busca por soluções de um dos maiores desafios ambientais que é o uso da água”, afirma o diretor da unidade UEMG de Passos, professor Fabio Pimenta Esper Kallas. 

A entrega do prêmio de R$12 mil para o projeto da FESP – hoje unidade da UEMG de Passos - foi feita pelo engenheiro civil Jobson Andrade, presidente do CREA-MG. “As novas tecnologias são geradas nas escolas, por isso voltarmos a nossa atenção para as instituições de ensino é tão importante. A Feira é uma oportunidade ainda de promover o intercâmbio de conhecimentos”, disse o engenheiro. 

Quarenta trabalhos finalistas foram expostos durante a feira em uma proposta de integração entre profissionais, docentes e estudantes de diversas regiões. Pelo menos 200 estudantes universitários e de cursos técnicos participaram da exposição. A seleção foi feita por uma comissão de professores e profissionais do CREA com base nos relatórios de resultados quantitativos e qualitativos dos projetos. 

O GRANDE MINAS

O projeto “Grande Minas União pelas Águas, o Zoneamento Ambiental dos Afluentes Mineiros do Médio Rio Grande” começou em 2010 e envolveu mais de 50 profissionais em um estudo aprofundado que teve como resultado um banco de dados com todas as informações necessárias para planejamento de uso sustentável da água em 22 municípios que integram a bacia. 

O material será usado para elaboração, pelo Comitê de Bacia GD-7, do Plano Diretor de planejamento e gerenciamento dos recursos hídricos de forma sustentável, atendendo às exigências da Política Nacional de Recursos Hídricos. “A proposta do Projeto Grande Minas é estabelecer instrumentos que possam contribuir para a gestão ambiental e dos recursos hídricos em bacias hidrográficas. O zoneamento ambiental pode funcionar como um braço de apoio aos comitês de bacia na gestão das águas”, ressalta o coordenador do projeto, professor Eduardo Collares.

O trabalho foi desenvolvido através de parceria entre a Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP/UEMG-Unidade Passos), ADEBRAS, Comitê CBH-GD7 e Governo de Minas.

Aprendizado

A apresentação do trabalho durante a feira foi feita pelas alunas de engenharia ambiental da Fundação de Ensino Superior de Passos, Thais Cristina Souza Lima, Ana Cláudia Pereira Carvalho e Ana Paula Pereira Carvalho. “Fazer parte do Projeto Grande Minas representou uma oportunidade única, ganhei experiências em áreas específicas da atuação do Engenheiro Ambiental, como o uso de técnicas de geoprocessamento; zoneamento ambiental e gestão dos recursos hídricos o que auxiliará a minha atuação no mercado de trabalho. Além disso, desenvolvi a capacidade de me expressar em público e também da escrita cientifica, o que despertou o interesse pela área acadêmica, resultando no ingresso em curso de Mestrado”, relata a estudante Monique Neves.

Para a estudante Ana Cláudia Pereira Carvalho, o projeto foi decisivo nas escolhas profissionais que fizeram. “Participar do Projeto foi fundamental na escolha de fazer um mestrado, além do mais estes quatro anos dedicados a pesquisa proporcionaram  um aprendizado grandioso, considerando o crescimento técnico e científico agregados a inúmeras experiências adquiridas neste período”, afirma. 

Já a estudante Ana Paula Pereira Carvalho, o trabalho em equipe foi o ponto alto do projeto. “Esses anos de trabalho no projeto proporcionaram grandes experiências na área técnica e científica, um dos maiores aprendizados adquiridos é o trabalho em equipe, todos integrantes realizam suas atividades de forma harmônica auxiliando uns aos outros, fazendo com que os produtos sejam gerados com altíssima qualidade”, afirma. 

Continuidade

De acordo com o coordenador do projeto Grande Minas, professor Eduardo Goulart Collares, o zoneamento ambiental está concluído, mas o projeto ainda terá outras etapas importantes pela frente. “A partir de agora precisamos trabalhar em dois pontos: o primeiro é realizar a implementação dos resultados do zoneamento na bacia do rio grande, e para isto precisamos realizar projetos para a efetivação desta ação. Alguns projetos de mestrado e de iniciação científica já estão sendo propostos neste sentido; o segundo é mobilizar outros comitês de bacia para realizarem os seus zoneamentos ambientais e dar o apoio necessário para que isto possa ser efetivado”, afirma.

FONTE: Núcleo de Comunicação e Marketing Unidade Passos



A Fundação de Ensino Superior de Passos vai lançar no próximo dia 29 (quinta-feira) o resultado do projeto de pesquisa Grande Minas União pelas Águas, o Zoneamento Ambiental dos Afluentes Mineiros do Médio Rio Grande. A pesquisa apresenta um banco de dados completo que será utilizado pelo Comitê de Bacias do Médio Rio Grande, o GD7, na elaboração do Plano Diretor de planejamento e gerenciamento dos recursos hídricos de forma sustentável, atendendo às exigências da Política Nacional de Recursos Hídricos. O trabalho é desenvolvido através de parceria entre FESP, ADEBRAS, Comitê CBH-GD7 e Governo de Minas e será lançado durante o 2º Seminário sobre os Recursos Hídricos do Médio Rio Grande e 4º Workshop do Projeto Grande Minas União pelas Águas, que será na sede da AMEG (Associação dos Municípios Mineiros do Médio Rio Grande), das 08 às 17horas. “Este estudo conclusivo tem agora a missão de ultrapassar os limites da nossa bacia e pode servir de modelo para o zoneamento e gerenciamento de bacias hidrográficas de outras regiões. Do ponto de vista acadêmico, o projeto é mais uma contribuição para que FESP esteja na vanguarda da pesquisa científica em Minas Gerais”, afirma o presidente do Conselho Curador da FESP, professor Fabio Pimenta Esper Kallas. 

O projeto Grande Minas foi desenvolvido em quatro anos, por uma equipe de pesquisadores formada por mais de 50 pessoas, entre professores especialistas, mestres e doutores da FESP e estudantes de diversos cursos, além de técnicos e parceiros que participaram das varias etapas do projeto. Estes pesquisadores vão apresentar este banco dados em livro eletrônico de quatro volumes, condensados um DVD que será distribuído no evento da próxima quinta-feira, na AMEG. 

O estudo mostra que a bacia apresenta problemas comuns a outras bacias hidrográficas brasileiras, como poluição de diversos cursos hídricos por esgoto doméstico e degradação de terrenos rurais por atividades agropecuárias intensivas e possui outros aspectos relevantes, considerando a iminência de uma crise energética e de disponibilidade de água, os conflitos que envolvem a delimitação do Parque Nacional da Serra da Canastra e as atividades econômicas regionais, sobretudo voltadas para a agropecuária e extração mineral. 

A Bacia do Médio Rio Grande é limitada por três importantes usinas hidroelétricas brasileiras: Usina de Furnas, Usina de Estreito e Usina Mascarenhas de Moraes e inclui parte de um dos principais parques nacionais, a Serra da Canastra. Além disso, possui aspectos relevantes que precisam ser considerados em um Plano de Gerenciamento de Recursos Hídricos como o fato de a bacia estar dividida entre os biomas de Cerrado e Mata Atlântica, que precisam ser preservados e também sua condição geológica. “A bacia se divide em duas importantes províncias geológicas do Brasil: Bacia do Paraná e Embasamento Cristalino. A primeira inclui a Formação Geológica denominada Botucatu, que compõe um dos mais importantes aquíferos do mundo (Aquífero Guaraní) e, por outro lado, deriva terrenos bastante erosivos. A segunda inclui os Grupos Canastra e Araxá que apresentam quartzitos que são amplamente explorados na região como "pedra de revestimento" que, por um lado, constituem minerações altamente impactantes e, por outro, ajudam a movimentar a economia regional”, explica o professor Eduardo Goulart Collares, coordenador do projeto.

Segundo o professor, todos estes foram aspectos tratados no zoneamento ambiental e que resultou em uma divisão da bacia em 1607 unidades ambientais, que foram classificadas quanto à sua relevância para o meio ambiente e para a preservação dos recursos hídricos e, para cada uma foram estabelecidas diretrizes para o seu controle ambiental.

Comitês de bacias são responsáveis pelo gerenciamento do uso da água

A Política Nacional de Recursos Hídricos descentralizou o planejamento e o gerenciamento dos recursos hídricos através dos comitês de bacias hidrográficas. Para a presidente do Comitê CBH-GD7, Tereza Cristina Krauss, o Projeto Grande Minas destaca a importância do papel do comitê de bacia. “Esse projeto será base para um planejamento integrado que possibilite a comunicação entre o comitê e a sociedade no âmbito da bacia, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento sustentável na região e isso só foi possível graças ao esforço conjunto de todos os envolvidos. Houve a contribuição dos segmentos representados no CBH GD7, a participação da FESP/UEMG Passos, a participação da Secretaria de Meio Ambiente do estado de Minas (SEMAD), através do FHIDRO, a participação da ADEBRAS. É essa força conjunta que faz a diferença, pois o que se precisa é reforçar a capacidade dos comitês de bacia através de importantes parcerias”, afirma. 

Retorno para a comunidade

O projeto Grande Minas foi realizado com recursos de cerca de R$1milhão, viabilizados através do FHIDRO, Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais. Para o professor Eduardo Collares, que é diretor do Núcleo Acadêmico de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da FESP, o Grande Minas é um dos maiores incentivos à pesquisa científica na região e todo o investimento será revertido para a população. “Cada centavo retorna agora para a sociedade na forma de um produto que pode contribuir em muito para a gestão ambiental da região e para a preservação dos nossos recursos hídricos, se for bem utilizado pelo poder público. Do ponto de vista pedagógico, o maior reflexo da relevância do Grande Minas é que pelo menos 40 alunos participaram da pesquisa e a maioria hoje está fazendo mestrado ou doutorado nos melhores centros de pesquisa do Brasil ou então estão muito bem empregados e trabalhando na área”, ressalta.

Foram realizados levantamentos sobre hidrografia, hidrologia, clima, geologia, geomorfologia, flora e unidades de preservação, aspectos socioeconômicos, uso e ocupação do solo, saneamento básico, usuários dos recursos hídricos e qualidade das águas nos principais afluentes.  

A área pesquisada abrange 22 municípios da região: Alpinópolis, Bom Jesus da Penha, Cássia, Capetinga, Claraval, Delfinópolis, Fortaleza de Minas, Ibiraci, Itamoji, Itaú de Minas, Jacuí, Monte Santo de Minas, Nova Resende, Passos, Pratápolis, São João Batista do Glória, São José da Barra, São Pedro da União, São Roque de Minas, São Sebastião do Paraíso, São Tomás de Aquino e Sacramento. Ainda estão inseridos dois grandes reservatórios administrados por Furnas Centrais Elétricas: o reservatório de Peixoto (231 km2) e parte do reservatório de Estreito (48 km2) em uma área total de 9.800 Km2, com população estimada de 400 mil habitantes.

O 2º Seminário sobre os Recursos Hídricos do Médio Rio Grande e 4º Workshop do Projeto Grande Minas União pelas Águas vai contar ainda com palestras e discussões de vários temas que abordam o futuro das águas de nossa região. Autoridades no assunto já confirmaram presença, como o gerente de Gestão de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA), Nelson Neto de Freitas; a Diretora de Gestão das Águas do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), Renata Maria de Araújo; o presidente do Comitê Federal do Rio Grande, Alexandre Augusto Moreira Santos e do representante da Operadora Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Eduardo Henrique Ferreira França. 

O evento é aberto ao público e gratuito. Mais informações: clique aqui

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG

 



A Fundação de Ensino Superior de Passos – FESP durante os dias 01 a 06 de dezembro de 2013, na cidade do Rio de Janeiro, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, participou do Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia e Ambiental. O Diretor de Pós- Graduação, Pesquisa e Extensão, Professor Doutor Eduardo Goulart Collares, presidiu a Sessão Técnica do evento e apresentou quatro artigos científicos associados ao seu projeto “O Grande Minas”, sendo um deles apresentado na sessão oral. 

O Congresso é o maior evento na área de Geologia de Engenharia e Ambiental, e é realizado de forma bianual. Este ano foram apresentados diversos simpósios, dentre eles o Simpósio Brasileiro de Cartografia Geotécnica e Geoambiental; o Simpósio Brasileiro de Desastres Naturais; o Simpósio Brasileiro de controle de erosão; o Simpósio de Obras de Infra-estrutura e investigações; o Simpósio sobre Resíduos Sólidos e Áreas Contaminadas; o Simpósio de Gestão Ambiental; Simpósio sobre Mineração e Materiais de Construção. 

O Professor da FESP, Eduardo Goulart Collares, foi convidado para coordenar uma das sessões técnicas do evento, denominada: Produção e Uso da Cartografia Geotécnica e Geoambiental no Planejamento Urbano e Regional. Conquistou a aprovação de quatro artigos para apresentação, sendo um deles na categoria apresentação oral, o que segundo Collares foi uma honra, pois pouquíssimos artigos foram selecionados para apresentação oral. Destacamos também que os professores Ana Carina Zanollo Biazotti Collares, Tereza Cristina de Faria Krauss Pereira e Romulo Amaral Faustino Magri, e vários alunos do Curso de Engenharia Ambiental - FESP foram co-autores dos trabalhos apresentados. 

De acordo com Eduardo Goulart Collares este evento corresponde ao maior encontro do país na área de geotecnia, onde os principais profissionais, pesquisadores, instituições públicas e empresas da área estão presentes, principalmente agora, com a recente aprovação da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, que envolve os conhecimentos técnicos da nossa área de atuação. Lá eu tive a oportunidade de apresentar parte dos dados do Projeto Grande Minas e o interesse do pessoal presente foi muito grande, pois trata-se de um trabalho pioneiro no Brasil. 

TEXTO ESCRITO POR: COORDENAÇÃO DE PESQUISA E EXTENSÃO DA FESP



A FESP, dia 28 de maio de 2013, às 10h00, participou do Encontro: “Etapa Preparatória Municipal Coletiva para a 5ª Conferência Nacional das Cidades” na Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande, AMEG, na cidade de Passos. O Projeto “Grande Minas”, coordenado pelo Prof. Dr. Eduardo Goulart Collares, Diretor do Núcleo Acadêmico de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da FESP teve destaque no evento devido à importância de suas ações e atividades ambientais associadas às cidades da região onde esta sendo desenvolvido. 

O Encontro: “Etapa Preparatória Municipal Coletiva para a 5ª Conferência Nacional das Cidades”, teve a participação dos seis municípios envolvidos da Microrregião do Médio Rio Grande: Capitólio, Delfinópolis, Fortaleza de Minas, Passos, Pratápolis e São João Batista do Glória. 

O evento aconteceu em duas partes. Durante a manhã, foram apresentadas três palestras de relevância regional para dar suporte às discussões no período da tarde. Mauro Ferreira, arquiteto, professor da UNESP e Doutor em Arquitetura e Urbanismo palestrou sobre “A necessidade da Reforma Urbana no Brasil”. Prof. Dr. Eduardo Goulart Collares, Diretor do Núcleo Acadêmico de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da FESP palestrou sobre o “Projeto Grande Minas: aspectos ligados ao crescimento urbano nos municípios da Microrregião do Médio Rio Grande”. Constantino Dias Neto, Superintendente Regional da Caixa Econômica Federal do Centro-Oeste de Minas Gerais palestrou sobre o assunto: “Política Habitacional de Desenvolvimento Urbano: Programa Minha Casa Minha Vida, moradias dignas”. 

De acordo com o Diretor do Núcleo Acadêmico de Pós – Graduação, Pesquisa e Extensão da FESP, Eduardo Goulart Collares, procurou apresentar para os gestores públicos o conjunto de informações que será disponibilizado pelo Projeto Grande Minas e que poderá ser utilizado no planejamento municipal e urbano dos municípios participantes do encontro. Neste mês de junho estaremos disponibilizando quatro publicações com os dados do Projeto e um portal na internet, com informações georreferenciadas de toda a região.”

O Projeto Grande Minas - União pelas Águas refere-se ao Zoneamento Ambiental das Sub-bacias Hidrográficas dos Afluentes Mineiros do Médio Rio Grande, na área de abrangência do Comitê CBH-GD7, possui recursos do FHIDRO para a sua execução e está sendo realizado por meio de uma parceria entre a FESP/UEMG , ADEBRAS e convênio com a SEMAD. 

A área de estudo engloba 22 municípios sendo que 14 municípios encontram-se totalmente inseridos na área de drenagem da bacia: Bom Jesus da Penha, Cássia, Capetinga, Claraval, Delfinópolis, Fortaleza de Minas, Ibiraci, Itamogi, Itaú de Minas, Jacuí, Passos, Pratápolis, São Sebastião do Paraíso e São Tomás de Aquino e 8 municípios estão parcialmente inseridos: Alpinópolis, Monte Santo de Minas, Nova Resende, São João Batista do Glória, São José da Barra, São Pedro da União, São Roque de Minas e Sacramento.

O assunto abordado neste evento foi apenas um item de uma série de informações que o projeto possui. Refere-se aos "Aspectos ligados ao crescimento urbano nos municípios da Microrregião do Médio Rio Grande", em que apresentaram a Carta de Potencial à expansão Urbana e o Mapa de Cenário Tendencial e Cenário Desejável quanto ao avanço das ocupações urbanas. Participa do projeto a equipe multidisciplinar formada por mais de 50 pessoas, dentre pesquisadores, estagiários e bolsistas de iniciação científica. O projeto possui especialistas, mestres e doutores das seguintes áreas: administração de empresas; agronomia; ciências biológicas; direito; engenharia ambiental; engenharia civil; geologia; jornalismo e publicidade; química.

Bruna Marques, gerente do projeto Grande Minas, afirma que o projeto será de grande relevância para a cidade de Passos e região, pois trata-se de um trabalho pioneiro e possui grande riqueza de informações.

Fonte: Coordenação de Pesquisa e Extensão da FESP – CPEX



Stand Grande Minas

O Projeto Grande Minas União pelas Águas - desenvolvido por estudantes e docentes da Fundação de Ensino Superior de Passos (FESP/UEMG) para o Comitê das Bacias Hidrográficas do Médio Rio Grande (GD7) – participou nesta quinta-feira (18) do Dia Nacional do Campo Limpo realizado em São Sebastião do Paraíso. O evento foi promovido pela Central de Recebimento de Embalagens Vazias de Defensivos Agrícolas (APACASS) com o apoio do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV) e a parceria de diversos órgãos e entidades.

Diversas escolas do município e comunidade regional participaram de um passeio no Parque da Serrinha onde foram montados stands de diversas instituições voltadas à preservação ambiental.

Centenas de crianças participaram da ação de conscientização de crianças e adolescentes. Com a preocupação do descarte correto das embalagens de defensivos agrícolas a APACASS promove em todos os anos o Dia Nacional do Campo Limpo para conscientizar produtores rurais da importância de direcionar as embalagens vazias para uma Central, de onde são encaminhadas para a reciclagem ou a incineração. Conforme informou a gerente da APACASS de São Sebastião do Paraíso, Renata Lise Soares da Rosa e Silva a associação funciona com centrais e postos de arrecadação. Na região a central fica em Paraíso e os postos de arrecadação em Passos e Piumhi.

O gestor da APACASS é a Cooparaíso (Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso) que foi parceria no evento juntamente com a Emater, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Secretaria Municipal da Agricultura, Senar, CVT de Paraíso, Comitê de Bacias GD7 e a Copasa. “O Dia Nacional do Campo Limpo representa a preocupação com o meio ambiente, a importância em retirar as embalagens vazias de agrotóxicos do campo e dar um destino correto a elas que é a central de recebimento”, explicou Renata.

O evento é a nível nacional e todas as centrais de recebimento realizam este dia com o intuito de transmitir mensagens de preservação ambiental.

Para Renata é preciso esclarecer o público-alvo que são os produtores rurais, mas como o processo de assimilação de conceitos começa desde cedo a meta é atingir o quanto antes crianças e adolescentes. “A embalagem de agrotóxico não é um lixo. Ela é um material que pode ser reciclado. O ano passado mandamos 226 toneladas de embalagens vazias para reciclagem e incineração. Podemos dizer que cerca de 95% dos produtores devolvem as embalagens no local certo que é uma central ou um posto de recebimento. A central é aqui em São Sebastião do Paraíso e os postos são no entorno”, esclarece Renata.

O destino correto das embalagens vazias de defensivos agrícolas é instituído por lei federal cabendo responsabilidades tanto para a sociedade civil como para o poder público.

Os estudantes do Grande Minas, distribuíram material educativo e conversaram com  o público sobre a importância do ponto central do projeto que é o zoneamento ambiental das sub-bacias hidrográficas dos afluentes mineiros do Médio Rio Grande que vai oferecer um banco de dados completo para que o Comitê de Bacia GD7 possa elaborar estratégias de utilização sustentável dos recursos hídricos em 22 municípios da região.

O Grande Minas tem o aporte financeiro da ordem de R$1milhão, do FHIDRO (Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais) e é realizado em parceria com a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Sudoeste Mineiro (ADEBRAS).

Desde o início do ano passado a equipe está a campo coletando dados e traçando um rigoroso diagnóstico dos recursos hídricos da área pesquisada. O estudante Leonardo Nasser ressaltou a importância de envolver as crianças nos projetos ambientais. “Como a preocupação que temos no Grande Minas é a questão da água, bem maior da humanidade e que sofre ameaças constantemente, incentivamos as crianças a conhecerem o melhor uso da água, dos recursos hídricos da nossa região”, disse o estudante.

O secretário executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica Afluentes Mineiros do Médio Rio Grande (GD7), Alípio Martins Filho, acredita que a parceria com a FESP é muito importante e que a preocupação com o meio ambiente envolve não só a sociedade civil mas várias instâncias de poder. “Eu acho que uma das ações mais importantes da qual o comitê está participando é o zoneamento ambiental, realizado pelo projeto Grande Minas. Para desenvolvermos projetos, recuperar, preservar, precisamos antes conhecer. Se nós não tivermos dados concretos da nossa situação como estamos hoje e onde queremos chegar, o trabalho é mais difícil. É um trabalho super importante que a FESP está desenvolvendo junto com o comitê e que vai beneficiar a toda a comunidade da bacia”, disse Alípio.

O engenheiro agrônomo da Cooparaíso, Eduardo José Scarano Guidi e também membro do GD7 acredita que a participação em todos os eventos para divulgar os projetos é sempre necessária.  “É importante participar de todos os eventos pra mostrar qual é a função do comitê e mostrar para as crianças e adolescentes a importância que a água tem para a vida do planeta”, comentou.

E as crianças e professores que participaram do evento ficaram entusiasmados com o que aprenderam. A estudante Cíntia Michelato, 10 anos, que está no 5º Ano da Escola Municipal Professora Maria de Lourdes Dizaró, mostrou que está consciente do recado. “Cada embalagem tem um jeito certo de ser jogado fora. Plástico, metal, papel cada um tem que ser reciclado da sua maneira”, disse. O colega Rafael Morais Modesto, 10 anos também tem o mesmo pensamento de Cíntia. “Eu achei muito legal. Eu aprendi que nossos pais que trabalham com agricultura têm que devolver as embalagens dos agrotóxicos nos postos de coleta, porque isso prejudica o meio ambiente se não devolver”, falou Rafael.

“Foi fantástico. Os alunos participaram com muito entusiasmo e vimos que o aprendizado aconteceu que é o ponto mais importante. Nós temos também alunos da zona rural e que eu tenho certeza que vão levar muita coisa para os pais como fazer a utilização correta do produto, dos defensivos agrícolas e tudo mais”, avalia a professora Maria Aparecida Duarte Gonçalves, que também participa de projeto social cuja meta é a construção de uma mini-indústria de sabão com óleo de cozinha.

O instrutor de informática Hebert Pereira Silva da Escola Municipal Ibrantina Amaral, que também participou do evento, acredita que no valor que tem essas atividades para as crianças e irá divulgar a participação no blog da escola. “Acredito que a conscientização acontece desde cedo e trazer as crianças para um ambiente como este do Parque da Serrinha é uma atividade diferente, que os alunos gostam e que promove o aprendizado”, disse.

Fonte: Departamento de Comunicação e Marketing



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