“Queridos alunos da UEMG, rasguem seus próximos boletos de novembro e dezembro e comemorem. Que seja bem vinda a Universidade do Estado de Minas Gerais” A frase dita pelo presidente do Conselho Curador da FESP, professor Fabio Pimenta Esper Kallas durante discurso de Estadualização da FESP provocou um verdadeiro frisson no público de mais de 3mil pessoas que estavam no Clube Passense de Natação durante a solenidade de Estadualização da FESP, na segunda-feira à noite. Fabio Kallas foi ovacionado pela comunidade acadêmica que aguarda há mais de 24 anos a tão sonhada universidade pública gratuita.

O evento contou com a presença do governador Alberto Pinto Coelho, do secretário de Estado Ciência Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Narcio Rodrigues, do reitor da UEMG, Dijon Moraes Júnior, do prefeito de Passos Ataíde Vilela, do presidente da Câmara Municipal de Passos, Luís Carlos do Souto Júnior, vereador Dentinho e dos deputados Carlos Melles, Renato Andrade (suplente), Antônio Carlos Arantes e Cássio Soares.  “Essa cerimônia foi diferente de qualquer outra que eu já participei nesta minha vida pública, uma cerimonia verdadeiramente emocionante e essa emoção partiu da plateia, partiu dos alunos que estavam alí, digerindo essa realização, essa concretização de um sonho de mais de 25 anos e é muito gratificante para mim, como pessoa pública, como deputado estadual representante da nossa região estar participando e poder ter contribuído de alguma maneira para que tudo se tornasse realidade, agora é torcer para que os próximos tempos sejam de tantas felicidades quanto foi o período em que a FESP existiu e contribuiu para o desenvolvimento regional”, disse o deputado Cassio Soares.

Estudantes, professores, funcionários da FESP e toda a comunidade regional participaram da encampação que trouxe aos estudantes da FESP a melhor notícia que poderiam esperar: a gratuidade imediata das mensalidades. “É uma grande felicidade, pois era o que todos nós esperávamos ansiosos, não só a grande realização da nossa faculdade estadualizada e agora encampada, como também pararmos de pagar a mensalidade”, festejou o estudante Vilson Luiz Martins Júnior, do 4º período de Direito. 

Assim como ele, 4.200 estudantes da FESP passam a integrar o corpo discente da UEMG que terá uma média de 20mil alunos espalhados nas seis unidades encampadas.

Para a estudante Ana Paula Alcântara, do 4º período do curso de Serviço Social da FESP, a estadualização é uma conquista sem precedentes para Passos e região. "Com a estadualização, milhares de estudantes e famílias serão beneficiados. Quantas pessoas que desejavam cursar o Ensino Superior e não conseguiram por conta das mensalidades, agora esta realidade mudou completamente", explicou a estudante que terá uma redução de R$ 1.500,00 nas despesas com mensalidades dela e do marido. "Muita gente estava mobilizada para que isso acontecesse, alunos, ex-alunos, professores, políticos, enfim, todos deram sua parcela de contribuição e deu certo", disse.

A solenidade começou com o depoimento do presidente do Diretório Central dos Estudantes, Thiago Ribeiro Cruz, estudante de Engenharia Ambiental que pediu empenho aos representantes públicos para manter qualidade do ensino oferecido pela FESP, destacando:  “A FESP oferece aos seus alunos excelente estrutura, suporte técnico pedagógico, biblioteca, laboratórios de pesquisa e extensão, comitê de ética, projetos sociais, corpo docente altamente especializado de reconhecida seriedade e competência profissional”.

Na sequencia, o presidente do Conselho Curador fez um discurso caloroso que emocionou o público e foi aplaudido de pé.

Ele agradeceu nominalmente a todos os ex-presidentes do Conselho Curador da FESP que o antecederam, reconheceu o empenho da equipe FESP, com seus funcionários administrativos e pedagógicos e homenageou ainda os professores que fundaram a FAFIPA em 1965: Antônio Ubirajara dos Reis, Armando Riguetto, Cônego José Timóteo, Gilda Parenti, Nadeje Pimenta e Nilton Brito. 

O presidente lembrou ainda o importante papel do antigo prefeito de Passos José Pereira Reis, responsável pela doação do terreno onde foi construído o Prédio Principal da FAFIPA,  precursora da FESP. “Estes homens e mulheres acreditaram que a educação podia ter seu ciclo de ensino superior em nossa cidade. Colocaram todo seu esforço e seu trabalho provando que quando temos um dom, a dádiva da educação, esta não deve ser enterrada e protegida, mas deve ser inteiramente dedicada à construção de um mundo melhor. Por estes quase 50 anos, muitos desafios foram enfrentados e vencidos. Muita esperança foi colocada à prova, num processo de crescimento continuado. Cada ano de existência de nossa escola foi marcado com um avanço e com a busca pela efetivação da incorporação pelo Estado como prioridade por todos”, disse o professor Fabio Kallas.

O secretário de Estado Ciência Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, deputado Narcio Rodrigues destacou o crescimento da UEMG com a estadualização das associadas. “Fico feliz ao final deste processo porque saímos de uma universidade que tinha 5,7 mil alunos para quase 20 mil alunos, e uma universidade que está perseguindo mais que o objetivo de ser grande o de ser boa, buscando qualidade. Eu tenho certeza que a FESP vai ganhar muito com a incorporação pela UEMG, porque a UEMG está determinada a se transformar numa grande universidade a serviço do povo mineiro e a região sudoeste ganha muito com isso”, ressaltou o deputado.

Curso de Medicina poderá ser da UEMG 

O Governador Alberto Pinto Coelho sinalizou que o curso de Medicina também poderá ser encampado pelo estado. “O Governo renova aqui todos os compromissos com a FESP inclusive em relação ao curso de Medicina, tão almejado, que depende do MEC. Da parte do governo do estado, da parte da UEMG nós estamos aptos para acolher este novo curso também”, disse Alberto Pinto Coelho.

O presidente do Conselho Curador da FESP, professor Fabio Pimenta Esper Kallas apresentou durante a solenidade de estadualização da FESP o projeto do Curso de Medicina da FESP que já foi aprovado em todas as instâncias técnicas do MEC e do Conselho Nacional de Saúde.

Toda a documentação comprobatória dos procedimentos já realizados foi entregue reitor da UEMG, professor Dijon Moraes Júnior, pelo Diretor Executivo da FESP, Dacio Lemos Martins. “Aqui fica, para os defensores do ensino público e gratuito, este curso de medicina da UEMG, que possui todas as instalações já prontas, todo o acervo bibliográfico nas prateleiras de nossa biblioteca e todo quadro de professores titulados já estabelecido, além dos convênios com as Santas Casas de Misericórdia de Passos, São Sebastião do Paraiso e Piumhi”.  

Por fim, a FESP foi “entregue” oficialmente ao reitor da UEMG. “Caríssimo professor Dijon de Moraes , magnífico Reitor da UEMG: Aqui está sua unidade de Passos, os 700 funcionários desta unidade, os 4000 alunos da universidade que esperaram ansiosamente por este momento e toda uma cidade e região que acredita que o ensino público trará enormes benefícios à todas as famílias.    Receba esta unidade, com toda disponibilidade do corpo de funcionários, dos docentes e dos alunos de Passos e região”, formalizou o presidente da FESP, professor Fabio Kallas.

Rescisões começam em Janeiro, segundo reitor da UEMG

Segundo o Reitor da Universidade do Estado de Minas Gerais, Dijon Moraes Júnior, as rescisões de trabalho dos funcionários administrativos e professores da FESP começam a ser feitas a partir de janeiro de 2015. “O acerto com os servidores e professores será a partir de 1º de janeiro de 2015. Todos os servidores passarão, por 2 anos, a pertencer ao Estado através de contrato administrativos e os professores por designação, também por 2 anos. Neste período nós faremos concurso público para poder legalizar a situação”, esclarece o reitor da UEMG. 

Estudantes que prestam ENEM já podem concorrer a uma vaga na UEMG 

Ainda segundo o reitor Dijon Moraes Júnior o vestibular de 2015 já seguirá as regras de ingresso da UEMG. “A UEMG tem maneiras diferentes de ingresso e hoje a FESP, se tornando um campus da universidade, ela terá que adotar. Nós temos reservas de vagas previstas na Constituição Mineira para afrodescendentes, para alunos oriundos de escolas públicas, reservas para descendentes de indígenas além do Sisu e do ENEM (cuja prova será no próximo sábado). Todas as regras serão incorporadas pela FESP”, afirma o reitor da UEMG.

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FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



Neste histórico dia 03 de novembro de 2014, a Fundação de Ensino Superior de Passos se torna efetivamente parte da Universidade de Minas Gerais (UEMG). A assinatura da encampação será feita em solenidade aberta ao público no Clube Passense de Natação a partir das 19h e contará com a presença do governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho. 

A estadualização da FESP resulta de décadas de mobilização social que chega ao seu desfecho na gestão do atual presidente do Conselho Curador, professor Fabio Pimenta Esper Kallas, cujo trabalho de intensa articulação política realizado nos últimos sete anos conseguiu envolver toda a comunidade acadêmica e regional na luta pela efetiva gratuidade do Ensino Superior para a população. 

O vínculo da FESP com a UEMG foi assinado em 1990, um ano depois da criação da universidade através da Constituição Mineira (1989).  Nesta época, nove instituições optaram por integrar à universidade: Campanha, Carangola, Diamantina, Divinópolis, Ituiutaba, Lavras, Passos, Patos de Minas e Varginha (posteriormente as fundações de Lavras, Patos de Minas e Varginha se desvincularam da UEMG).

“Quando surgiu a possibilidade de nos vincularmos à UEMG, realizamos diversas reuniões, audiências públicas, discutimos amplamente a questão junto à comunidade para tomarmos a decisão”, ressalta a professora Marta Maria Maia Cardoso de Figueiredo, que foi presidente do Conselho Curador da FESP quando foi feita a opção pela encampação, em 1990. 

Segundo ela, durante os primeiros anos, a vinculação com a UEMG não trouxe benefícios significativos, apenas o status de fazer parte de uma universidade estadual. 

Desde então, a comunidade FESP passou por muitos altos e baixos, com períodos de intensa mobilização e envolvimento acadêmico outros de completa apatia e descrédito por parte da população. Um dos momentos mais críticos aconteceu quando o governador Eduardo Azeredo assinou decreto de absorção das unidades associadas à UEMG que teve de ser revogado pelo governador sucessor, Itamar Franco. 

“O governador fez o decreto no inicio de seu governo e passou por seu mandato inteiro sem absorver a FESP quando chegou no seu último ano de governo, todos pensaram que iríamos dormir no dia 31 de dezembro FESP e acordar UEMG, mas acordamos FESP e foi uma frustração total. Com a derrota de Azeredo, entrou o Itamar e seu primeiro ato foi revogar o decreto do Azeredo estadualizando a FESP, mas o governador Itamar foi claro em dizer que o Estado não tinha condições de fazer naquela época, e aí começou tudo de novo as novelas de estadualização”, relata o Secretário de Ensino Esdras Azarias de Campos, funcionário da FESP há 29 anos. 

O efeito Azeredo-Itamar deixou a comunidade acadêmica desanimada e por muitos anos seguintes, a estadualização passou por um absoluto descrédito. 

“A estadualização ficou esquecida. Depois da época do Itamar, ninguém mais falava em universidade. O Fabio Kallas foi quem retirou da gaveta o projeto da UEMG. Eu considero que começou com ele nesta época. Ele movimentou junto com os políticos, estudantes na época em que lotou o CPN na presença do Governador Anastasia em Passos, então eu acho que aquela noite no CPN o assunto voltou para a pauta do governo. O papel do professor Fabio foi decisivo, foi ele o grande responsável por este momento”, relata o ex-presidente do Conselho Curador da FESP, Antônio José Lemos. 

Decisão do STF provoca retomada da luta pela estadualização

Em 2008, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional o texto da Constituição Mineira referente às diretrizes pedagógicas do Ensino Superior público brasileiro, de competência exclusiva da União, e através de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, a ADI 2501, obrigou as unidades associadas a passarem pelo processo de migração do Conselho Estadual de Educação para o MEC.

Nesta época, FESP e as demais associadas passaram por um período delicado, em que a Universidade do Estado de Minas Gerais chegou a pedir que a chancela com o logotipo da UEMG fosse retirado de documentos e certificados das associadas. Além disso, as unidades corriam o risco de perder benefícios importantes, como o programa de bolsas PROUEMG. 

Para evitar que o vínculo fosse desfeito, o presidente do Conselho Curador da FESP, professor Fabio Kallas, convocou os presidentes dos Centros Acadêmicos de todos os cursos para, juntos, articularem as ações de reivindicação pelo fortalecimento do vínculo com a UEMG, abalado pela ADI 2501.

A partir de então, foram realizadas reuniões internas com funcionários, professores e estudantes e também disponibilizado transporte para que os representantes dos centros acadêmicos pudessem participar de sessões na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte ou em encontros políticos que pudessem favorecer o contato da comunidade acadêmica com representantes políticos. 

Durante meses seguidos foram realizadas reuniões junto à reitoria da UEMG, bem como com o então secretário de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Portugal, com o Vice-Governador Antônio Anastasia e com deputados estaduais e federais, entre eles: Narcio Rodrigues, André Quintão, Domingo Sávio, Mário Heringer, Sargento Rodrigues, Antônio Carlos Arantes e Zé Maia.

Mobilização conquista lei que reforça vínculo com UEMG

O presidente do Conselho Curador da FESP, professor Fabio Kallas reuniu todos os presidentes das outras cinco unidades associadas para promoverem ações conjuntas e foi nomeado por eles para ser o representante das associadas junto ao Governo do Estado de Minas Gerais. Nesta época, foi criada a frente parlamentar pelo PROUEMG, formada por 17 deputados estaduais que conseguiram viabilizar a Lei do Associativismo, que reforçou o vínculo com a UEMG garantindo benefícios e abrindo caminho para os próximos passos da luta pela estadualização efetiva.

A Lei 3.367/2009, a Lei do Associativismo, reforçou novamente o vínculo entre a UEMG e as unidades associadas, mantendo o programa de bolsas e outros benefícios. A sessão de votação da Lei, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais foi acompanhada por estudantes e professores da FESP, cujas presenças em plenário foram registradas como justificativa para a mudança da pauta do dia. 

Na época, os estudantes comemoraram os primeiros frutos da participação nas decisões políticas relacionadas à FESP. “A reunião foi muito importante para que os presidentes dos centros acadêmicos pudessem buscar as informações corretas e pudessem se unir de forma organizada”, disse na ocasião o então estudante de Engenharia Ambiental Morrâmulo Ítalo Pereira Granja, presidente do DCE da FESP na época. 

Com a aprovação da Lei do Associativismo, a luta pela estadualização ganhou força novamente entre a comunidade FESP e o próximo passo seria sensibilizar o poder executivo sobre a importância de colocar o assunto novamente na agenda estadual.

Foi então que a FESP se articulou para receber o então vice-governador Antônio Anastasia que veio a Passos, a convite dos estudantes do curso de Direito, para uma palestra de Aula Magna, marcando o inicio das aulas naquele ano. 

Visita de Antônio Anastasia impulsiona estadualização

O presidente do Conselho Curador, professor Fabio Pimenta Esper Kallas, acionou toda a equipe FESP para reunir o maior número possível de lideranças que apoiavam o pedido de estadualização e cerca de três mil pessoas, entre estudantes, funcionários, docentes da FESP e lideranças políticas regionais e estaduais compareceram à recepção ao professor Antônio Anastasia. 

Prefeitos ou representantes de mais de 20 cidades do Sul de Minas; deputados estaduais, deputados federais, lideranças políticas e muitas pessoas manifestando total apoio aos estudantes da FESP na luta pela tão sonhada universidade pública. 

Na ocasião, os estudantes realizaram uma passeata da FESP até o Clube Passense de Natação, com faixas, hinos, apitos e uma paixão estudantil bem articulada e focada no discurso de reivindicar ao então vice-governador que mantivesse a proposta caso viesse a se tornar um candidato ao cargo de chefe do executivo estadual. “É um encontro que vai ficar para história: nós, estudantes do ano de 2009 recebemos o vice-governador aqui em Passos e tivemos a certeza de que a estadualização vai acontecer. É uma semente plantada”, disse na ocasião, a então estudante de Engenharia Civil, Angélica Cristina Viana Coelho, presidente do Centro Acadêmico do curso. 

A empreitada deu frutos e Antonio Anastasia retornou a Passos no ano seguinte, agora como governador candidato à reeleição (Anastasia substituíra Aécio Neves, que deixara o Governo para se candidatar ao Senado) e assumiu publicamente o compromisso de estadualizar efetivamente a FESP e todas as unidades associadas à UEMG em uma aposta de transformar a Universidade Estadual de Minas Gerais em uma ferramenta para a democratização do acesso ao ensino superior.

Na ocasião, o governador foi novamente recebido por um grande número de pessoas e recebeu de crianças filhas de funcionários da FESP um documento com o estudo de viabilidade e importância da encampação de todas as instituições associadas ao sistema UEMG.

O documento foi elaborado pela FESP, Diretório Central dos Estudantes da instituição (DCE) e pelo Deputado federal Narcio Rodrigues, que assumiria no ano seguinte a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES), após a reeleição de Anastasia.

A atuação do presidente do Conselho Curador da FESP, professor Fabio Pimenta Esper Kallas, como dirigente da FESP e grande líder político regional resultou em sua nomeação, em 2011, para a Subsecretaria de Ensino Superior, vinculada à Secretaria de Estado Ciência Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (SECTES), esta sob o comando do Deputado Narcio Rodrigues. 

A SECTES é responsável por toda área do desenvolvimento científico e tecnológico e de Ensino Superior, logo, a estadualização das unidades associadas. A indicação do presidente da FESP, Fábio Kallas, abriu novas portas para Passos e todo o Sudoeste Mineiro criando mais uma condição para o crescimento da região, com um representante a mais para lutar pela estadualização junto ao Governo de Minas.  

Os presidentes das unidades associadas passaram a ser reunir com regularidade junto à Subsecretaria de Ensino Superior para que o processo de transição fosse iniciado, com a criação de comissões para estudo dos aspectos pedagógicos, financeiros e estruturais das associadas. 

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FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



O Governador Antonio Anastasia assinou nesta quinta-feira (03), no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, o decreto de estadualização da FESP, garantindo a gratuidade do ensino a partir do dia 3 de novembro deste ano. Para o Presidente do Conselho Curador da FESP, professor Fabio Pimenta Esper Kallas, o anúncio De Anastasia só veio confirmar a competência do governo mineiro e a responsabilidade com que trataram o assunto da estadualização. "É com muita satisfação que recebemos este anúncio do governador. A FESP se preparou ao longo dos últimos anos para este grande dia e ele chegou. A partir de novembro, a FESP passa a integrar definitivamente a UEMG não resta mais dúvida disso. Parabéns ao governador e toda sua equipe que não mediram esforços para que este grande feito acontecesse", declarou.

A FESP tem hoje 3.992 alunos e uma invejável infraestrutura com projetos de pesquisa e extensão em todas as áreas do conhecimento. Durante a solenidade, o governador garantiu que serão encampadas todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão das unidades associadas.

A Uemg possuía 32 cursos de graduação antes do processo de estadualização, onde alguns são oferecidos exclusivamente em algumas unidades e outros são comuns a duas ou mais unidades, tanto na capital quanto no interior.

A primeira etapa de estadualização, que contou com a absorção dos cursos superiores da Fundação Helena Antipoff, propiciou um aumento de 20 novos cursos para a Uemg, totalizando 52 cursos superiores. 

Concluído o processo de estadualização, depois da efetivação da segunda etapa, serão absorvidos mais 60 novos cursos, atingindo o número de 112 cursos.

“A FESP será a última na fila de estadualização, uma vez que é a maior de todas as faculdades que serão absorvidas. Em se tratando da estadualização da universidade de Passos o assunto está resolvido", garantiu o governador durante o discurso. 

Para o Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, deputado federal Narcio Rodrigues, o governador cumpriu sua promessa de estadualizar as três últimas associadas à UEMG em 2014. “Este não é um ato do governador, é um ato de governo, é lei aprovada pelos deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais”, disse.

Já o Secretário de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social, deputado estadual Cássio Soares, afirmou que "hoje é um dia pra ficar na história de Passos. Após 49 anos de espera podemos anunciar com segurança que a partir de novembro deste ano, teremos uma universidade pública e gratuita para nossos estudantes de Passos e toda a região. Foi um trabalho sério, árduo do governo que contou com a mobilização de milhares de estudantes que passaram pelas cadeiras da FESP e que hoje se torna realidade", disse. 

A principal consequência deste ato será a gratuidade do ensino para os alunos de todas estas fundações. Concluído todo o processo, a Uemg se transformará na terceira maior universidade do Estado, beneficiando cerca de 18 mil alunos em todas as suas unidades.

Já foram estadualizadas a Fundação Helena Antipoff, de Ibirité; a Fundação Educacional Campanha da Princesa, de Campanha; a Fundação Fafile, de Carangola, e a Fundação Educacional do Vale do Jequitinhonha (Fevale), de Diamantina.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



O Secretário de Estado de Ciência Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Narcio Rodrigues, esteve em Passos ontem, em uma rápida visita, de pouco mais de uma hora, para uma reunião com o presidente do Conselho Curador da FESP, professor Fabio Pimenta Esper Kallas. O objetivo foi discutir alguns pontos estratégicos do desdobramento da estadualização das unidades associadas.  “Viemos aqui para termos uma reunião com o professor Fabio para tratarmos dos próximos desdobramentos da estadualização. O ensino de qualidade oferecido pela FESP é muito importante na busca de um modelo pedagógico adequado para a UEMG”, declarou o secretário.  Durante a reunião, o secretário anunciou que pretende levar um braço da FESP estadualizada para a cidade de São Sebastião do Paraíso.

O secretário desembarcou no aeroporto Jose Figueiredo por volta das 16h30 e foi direto para o Centro Integrado de Recreação e Esportes, o CIRE, da FESP, onde conversou com autoridades regionais e funcionários da FESP e também visitou as obras do Novo Campus. Ele veio acompanhado do deputado estadual Zé Maia e do subsecretário de Ensino Superior Cláudio Batista Vieira.

O secretário delegou ao presidente da FESP, professor Fabio Kallas, a função de organizar um grupo de trabalho para definir as diretrizes para a formação de um modelo pedagógico unificado a ser implantado em todas as unidades, tendo a FESP e a gestão do professor Fabio Kallas, como modelo.  “O Fabio é um conselheiro deste processo, participou de toda a etapa de preparação da proposta inicial apresentada pelo Governador aqui e será um dos Conselheiros Permanentes”, disse Narcio. 

O secretário também ressaltou que os projetos acadêmicos da FESP que envolvem a prestação de serviços à comunidade serão mantidos após a transição. “É impossível dizer que a UEMG vai prejudicar o trabalho realizado na FESP. O que queremos na verdade é melhorar o que a FESP já faz. A FESP tem vários projetos de pesquisa e extensão voltados à comunidade e eles continuarão sendo realizados, isso irá permanecer”, afirmou.

Após reunião particular com o presidente da FESP e com o prefeito de São Sebastião do Paraíso, Rêmolo Aloise, Narcio Rodrigues falou para os funcionários da FESP, tranquilizando quanto aos rumores de demissão em massa. “Para os funcionários administrativos que tem dúvidas eu os convido a conhecer a unidade da UEMG em Frutal, antiga FESF – absorvida pela UEMG em 2007. Lá não houve trauma, toda a estrutura administrativa foi absorvida pelo Estado. As pessoas que estão trabalhando na FESP irão receber seus direitos trabalhistas integralmente com a garantia do Estado e continuarão trabalhando. Essas pessoas serão preparadas para numa etapa posterior participarem do concurso que vai legitimar a presença delas no Estado. Vale dizer que a Unidade de Frutal só agora terá concurso público, ou seja, os funcionários tiveram tempo de sobra para se preparar e adequar para este momento”, explicou Narcio. “Não há de nossa parte preocupação nenhuma para que esse processo seja traumático. Na verdade todos vão ganhar”, completou.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG

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O governador Anastasia reconheceu o papel articulado pelo professor Fábio Pimenta Esper Kallas junto aos estudantes em Passos na retomada das negociações pela estadualização em 2009. "Eu me lembro muito bem de ser recebido pelos estudantes da Fesp e pelo prof. Kallas em um auditório "regurgitante" de tanta gente. Foi uma grande emoção e naquele momento fiz meu compromisso. Eu não prometo muitas coisas mas todas que prometo eu cumpro e hoje estou cumprindo esta reivindicação que é legítima e importante para toda Minas Gerais”, declarou.

A absorção das fundações educacionais possibilitará a melhor gestão dos cursos e a adequada avaliação de suas necessidades e ofertas pela Uemg, que se tornará a terceira maior universidade de Minas em número de alunos, atrás das universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e de Uberlândia (UFU).

“Feito o processo, do ponto de vista prático e concreto, significa que estamos absorvendo os funcionários, as instalações, assumindo as despesas, mas, muito mais, nós queremos um processo pedagógico cada vez mais inovador e que sustente a prosperidade e o desenvolvimento de Minas”, destacou Antonio Anastasia.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, explicou que com a estadualização, a Universidade do Estado de Minas Gerais passará a atender de forma pública e gratuita em mais seis cidades mineiras, oferecendo cursos na área de saúde, como biomedicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia e nutrição. A absorção será feita de modo integral e definitivo.

“Eu diria que esse é o momento histórico. Mais do que o resgate de um compromisso, a estadualização das fundações representa incluir na agenda de governo, de forma definitiva, o tema do ensino superior. E esse é o tema fundamental, a ferramenta talvez mais importante para que possamos alavancar o ingresso de Minas na sociedade do conhecimento”, ressaltou o secretário.

Após a estadualização das seis fundações, o número de alunos da Uemg passará dos atuais 5.600 para 15 mil. O número de cursos de graduação oferecidos saltará de 32 para 112 graduações, e o de professores subirá de 853 para 1800. Atualmente, a Uemg também oferece cursos de pós-graduação lato sensu, mestrados em Design, Educação e Engenharia de Materiais e um de doutorado em Engenharia de Materiais.

O reitor da Uemg, Dijon Moraes Júnior, enumerou os diversos avanços pelos quais passou a universidade nos últimos anos. Além de autorizar a abertura de concurso com 590 vagas para professores, uma ação inédita para a universidade, propiciou qualificação docente. “O outro ponto que queria destacar foi a autorização do concurso para servidores. A universidade cresceu muito e precisava de ter esse apoio. O senhor também fez um gesto que pode parecer pequeno, mas determinante: autorizou para a Uemg a incorporação dos benefícios e gratificações na carreira do docente, após a inatividade, além da imediata adequação de nível de carreira após qualificação”, listou Dijon Moraes, que também leu uma mensagem de agradecimento ao governador escrita pelo primeiro reitor da Uemg, professor Aluísio Pimenta, presente na solenidade.  

Funcionários da FESP terão contratação temporária

Em entrevista coletiva após cerimônia de assinatura de projeto de Lei, Antônio Anastasia, explicou que na prática, após a publicação da lei, a estadualização significa a absorção de diversos cursos, dos alunos em dia com suas obrigações que passarão a ter ensino gratuito. Os professores também serão absorvidos e ficarão em regime de trabalho de designação até sua efetiva por meio de concurso. 

Anastasia confirmou que todos os funcionários administrativos serão demitidos e posteriormente contratados por tempo determinado, pois segundo ele, de acordo com a Constituição não é possível para o Estado contratações sem concurso. "Os funcionários administrativos vão, no primeiro momento, ser contratados e posteriormente certamente serão submetidos a concurso público", declarou.

O secretário Nárcio Rodrigues também falou em entrevista coletiva e afirmou que vai visitar todas as unidades a serem encampadas para abrir as discussões em torno do processo de implantação. "Na chegada aqui eu fui abordado por pessoas preocupadas com a absorção das equipes que hoje integram cada fundação e eu queria pedir as pessoas que fossem a Frutal para entender como foi a encampação. Não houve nenhum trauma, houve um processo tranquilo em que toda a estrutura pode ser absorvida, naturalmente com o enquadramento das regras que normatizam o funcionamento da Uemg, mas é um processo que toda a comunidade vai ganhar", declarou. 

O secretário destacou ainda o papel do professor Fábio, que segundo ele foi um grande parceiro, um excelente condutor das discussões em torno de todo o projeto e lembrou ainda que ele tem uma visão técnica ampla e também uma liderança política importante que soma forças em torno de um mesmo ideal. "O Fábio tem uma capacidade agregadora muito grande e isso foi fundamental neste processo, pois toda a equipe seguiu unida principalmente com os presidentes das demais associadas com todos eles trabalhando juntos", finalizou.

Já o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, deputado estadual Cássio Soares, que é de Passos e assumiu a bandeira da estadualização como uma de suas principais propostas de trabalho, sempre fazendo solicitações ao Governador que se empenhasse em cumprir com a incorporação o mais breve possível. “Eu sei o quanto é difícil arcar com as despesas de um curso superior. E garanto que toda a região está feliz e comemorando pelo feito. Essa é uma de nossas principais conquistas, fruto da representatividade regional que temos hoje junto ao Governo”, afirmou.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



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