O Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Médio Rio Grande (CBH-GD7) empossou sua nova diretoria nesta segunda-feira (09/12), na cidade de São Sebastião do Paraíso. A eleição ocorre a cada quatro anos e é composta por um presidente, um vice-presidente, um secretário e um vice-secretário. Para o próximo quadriênio (2014-2017) a diretoria será composta pelos seguintes membros: Presidente, a Professora Mestre da FESP Tereza Cristina de Faria Krauss Pereira (CREA-MG); Vice-presidente, o Diretor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da FESP, Professor Doutor Eduardo Goulart Collares; Secretário: Vera Lucia Domiciano Lopes (FURNAS) e o Vice-Secretário: Sebastião Antonio Soares de Souza (COPASA).

O comitê é composto por 64 conselheiros, sendo 32 titulares e 32 suplentes, que na reunião de 21/11/2013 tomaram posse e participaram da eleição que elegeu a nova diretoria. Destacaram-se presentes  representantes dos quatro seguimentos da sociedade: do estado (IEF, Superintendência de Educação, IGAM, IMA, Emater, etc); representantes dos municípios da região (São Sebastião do Paraíso, São Tomás de Aquino, São João Batista do Glória, Itamogi, Jacuí, Itaú de Minas, Fortaleza de Minas, etc.); representantes dos usuários da água (FURNAS, SAAE, Copasa, Cooparaíso, Fiemg, Votorantin, Sindicatos dos produtores rurais, etc) e representantes da sociedade civil (FESP, CREA, AMEG, SINDFURNAS, FEICON, ONGs, etc).

O Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Médio Rio Grande (CBH-GD7) existe deste 2002 e é a entidade responsável pela gestão dos recursos hídricos da nossa região, envolvendo 22 municípios do Sudoeste Mineiro, dentre eles Passos e São Sebastião do Paraíso. 

Eduardo Goulart Collares afirma que a principal meta para este mandato será elaborar e colocar em ação o Plano Diretor de Recursos Hídricos da bacia. Com isto o Comitê poderá por em prática a Política Nacional de Recursos Hídricos e obter recursos para investir na melhoria ambiental e dos nossos recursos hídricos. Os dados do zoneamento ambiental, produzido pelo Projeto Grande Minas, serão fundamentais na elaboração deste plano diretor.

Segundo a presidente Tereza Cristina de Faria Kraüss Pereira as atribuições dos comitês de bacias hidrográficas são complexas e envolvem decisões que pressupõem, explícita ou implicitamente, diversos saberes, como saberes sociais, culturais, econômicos, técnicos, científicos, administrativos, saberes éticos (que falam das relações consigo mesmo, entre si e com a sociedade), dentre outros. 

Que saberes tem e de que saberes necessita esse grupo que compõe a plenária de um comitê de bacia? A construção deste parlamento (comitê de bacia) necessita do encontro dos três segmentos distintos (representantes do Poder Público, da sociedade civil e de usuários de água), para que possam dar conta da gestão dos recursos hídricos numa bacia hidrográfica. Portanto, o desafio está em acreditar neste novo formato de gestão territorial para que se possa, com essa crença, afetar os envolvidos, não só os conselheiros, mas todos interessados, com “paixão de alegria”, aumentando a potência de agir. Assim, atingiremos nossa principal meta - elaboração de um plano diretor construído para atender as demandas reais da nossa região e que abrirá caminho para outras conquistas vindouras.

TEXTO ESCRITO POR: COORDENADOR DE PESQUISA E EXTENSÃO DA FESP