Rita de Cassia Oliveira, graduada em ciências Biológicas pela FESP em 2012, começou, no ano passado, a sua pesquisa de Mestrado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). 

A bióloga estuda biomarcadores relacionados à angiogênese no carcinoma renal de células claras (câncer de rim). Utilizando amostras de biopsias de tumores renais, a pesquisadora analisa material genético, verificando a expressão de 7 genes e 12 micro RNAs (que são uma classe de RNAs não codificantes de função regulatória, que podem desencadear uma repressão ou superexpressão do gene). Após essa primeira fase, Rita vai correlacionar a expressão destes com o grau do carcinoma. 

“Meu trabalho é relevante pelo fato de que se conseguirmos fazer essa correlação poderemos estabelecer métodos menos invasivos para avaliar a progressão dessa doença, visto que os métodos atuais são invasivos. Se descobrirmos um marcador molecular eficiente para detectar o grau do tumor, e se ele vai invadir outros órgãos, isso poderia poupar o paciente de passar por uma biopsia na fase de investigação da doença, pois esses marcadores podem ser encontrados no sangue ou na urina”, explica.

A dissertação de mestrado deve ser defendida até o fim de 2015 e provavelmente a pesquisa será continuada na tese de doutorado da bióloga. “Meu projeto é apenas para identificar a expressão dos genes e dos micro RNAs nos tecidos tumorais a fim de correlacionar agressividade da doença. A conclusão da pesquisa estará em uma fase bem mais avançada da que eu gostaria de estudar no doutorado. Chamamos de prognóstico a capacidade de avaliar antecipadamente a progressão da doença, o impacto do meu trabalho será diretamente nesse ponto, já que nosso objetivo é poder prever a agressividade de acordo com a superexpressão ou subexpressão de determinados genes”.

A egressa esteve envolvida com pesquisa científica desde seu primeiro ano de graduação na FESP. “Sempre gostei muito e sempre soube que meu lugar era na bancada. Os meus professores da FESP me incentivaram e ajudaram muito. Eu incentivaria todos os alunos que tenham vontade de seguir essa linha de trabalho, já que é uma carreira promissora. As descobertas feitas podem ajudar muitos pacientes no futuro”, finalizou.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



Na última sexta-feira (07), os alunos do 1º período de Ciências Biológicas da FESP foram surpreendidos por um professor jovem que entrou na sala, mudou a grade curricular e apresentou a eles uma Ecologia temerosa. A atividade foi proposta pela coordenadora Odila Rigolin de Sá e, há dois anos, a aula trote recepciona os calouros, proporcionando um momento divertido de interação entre novatos e veteranos.

“O objetivo é deixar uma boa impressão e sempre tentar demonstrar o que a biologia significa para cada um de nós. E, claro, sempre é bom fazer uma brincadeira com os calouros. O planejamento, no primeiro instante, é dar um susto neles e tentar deixar as coisas mais difíceis do que são. No fim tudo acaba na brincadeira”, explicou o professor impostor, Douglas de Pádua Andrade, que na verdade é egresso de Ciências Biológicas.

A surpresa foi grande. Douglas chegou cobrando atividades e já indicando bibliografia em língua inglesa. “Inventamos uma aula de Ecologia - que nem existe na grade deles neste semestre - com assuntos mais complexos, que um aluno do primeiro período não teria conhecimento suficiente para entender. Coloquei livros Ecologia e Estatística em inglês, como se eles fossem obrigados a ler e entender para passar na disciplina. Depois pedi que eles escrevessem em uma folha, como um teste, o que eles entendiam sobre Ecologia. A maioria ficou um tanto quanto preocupada e amedrontada”.

Ainda segundo Douglas, a princípio ninguém desconfiou do trote e ele mesmo revelou a brincadeira, terminando a aula com um bate-papo descontraído. “Tentei expressar o que é ser um biólogo e o que esperar desta nova caminhada. Contei histórias, experiências que tive nestes últimos cinco anos. Foi produtivo! Achei muito legal e engraçado fazer isso com eles, pois já fui calouro e sei como um professor pode intimidar”.

Acerca das experiências, Douglas trouxe a novidade da sua aprovação para o mestrado no Programa de Ecologia e Tecnologia Ambiental da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL). O recém-graduado ressaltou que seu interesse pela carreira acadêmica foi despertado e incentivado dentro da FESP. “Quando entrei no curso de Ciências Biológicas em 2009, após ter feito um curso técnico em Meio Ambiente, eu soube o que queria da minha vida, que era me tornar um pesquisador na área de Ecologia de Ecossistemas Aquáticos. Graças à professora Odila, que sempre me deu muito apoio e oportunidades, comecei a trabalhar no laboratório de Hidrobiologia ainda no primeiro período, onde fiquei 4 anos seguintes. Isso me fez ter bastante experiência profissional, além da base de conhecimento teórico para que eu pudesse seguir meu objetivo. Durante todo este tempo, orientado pela Odila, tive uma boa produção acadêmica, o que colaborou muito para eu conseguir ter essa aprovação no mestrado”, justifica.

Douglas desenvolveu 4 projetos de iniciação científica, publicou 5 artigos científicos em periódicos do segmento, 2 capítulos de livro e 35 trabalhos em anais de congressos. Reforçando suas conquistas, os alunos puderam entender que a FESP oferece suporte para o desenvolvimento de uma carreira acadêmica de sucesso. “Pelo apoio da professora Odila, do professor Norival França, e de todos que trabalharam comigo, além de todo apoio logístico da FESP, consegui ter uma boa formação e ingressar em um mestrado”.

Na sua pesquisa, Douglas vai avaliar a influencia antrópica na diversidade e estrutura da comunidade de macroinvertebrados bentônicos em rios da bacia hidrográfica do médio Rio Grande. “Sobre os meus planos, continuam os mesmos: tornar um pesquisador. Quero acabar o mestrado e tentar ingressar no doutorado”, finaliza.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



Os alunos do 1º período do curso de Ciências Biológicas da FESP receberam na última terça-feira (04) o ex-aluno Fábio Gonçalves de Lima Oliveira - graduado em 2010 pela Fundação - para uma palestra agendada pela professora Odila Rigolin de Sá, coordenadora do curso.

O Egresso concluiu recentemente seu Mestrado em  Entomologia no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), localizado em Manaus (AM), e começa em breve o Doutorado na USP de Ribeirão Preto (SP), também na área de Entomologia. Fábio foi aprovado, em ambos os processos seletivos, em primeiro lugar e que teve na FESP a base para trilhar esse caminho de desafios e sucesso. “Entrei na FESP em 2007 e estou satisfeito com a graduação que fiz. Na maioria das minhas demandas, a FESP tem dado suporte através do empenho e iniciativa do corpo docente”, defendeu.

Os calouros de Ciências Biológicas tiveram na palestra a oportunidade de saber sobre as pesquisas desenvolvidas pelo entomólogo, que trabalha com animais pouco conhecidos: os colêmbolos, invertebrados que habitam a superfície do solo. “Este foi o tema da palestra. No entanto, aproveitei a exposição para falar sobre minhas experiências na pesquisa ao longo da graduação aqui na FESP, durante o mestrado, e as expectativas para o Doutorado” contou Fábio que demonstrou satisfação em estar de volta à Fundação. “Me senti bem! Acho que é gratificante você retornar à sua instituição de formação, dividir sua vida e também dar um retorno aos docentes com quem você muito aprendeu. Espero que tenham absorvido a mensagem de uma forma positiva”.

Carreira Acadêmica

Fábio é Mestre em Entomologia (ciência que estuda os insetos) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, onde foi vinculado ao laboratório de "Biologia, Sistemática e Ecologia da Fauna do Solo". Segundo o especialista, este laboratório tem como principal objetivo conhecer a biodiversidade destes animais (colêmbolos) que vivem numa região superficial do solo, pouco acessada nas florestas. Posteriormente, o conhecimento alcançado é utilizado para conservar os demais ambientes das florestas amazônicas.

Casal de colêmbolos da ordem Symphypleona (Classe Collembola)“Trabalhei com a ecologia de uns animais minúsculos denominados colêmbolos (da classe Collembola). Trata-se de animais distribuídos por todo o mundo, mas que devido seus tamanhos e ambientes que habitam são pouco conhecidos. Como estes animais são extremamente sensíveis às mudanças no meio circundante, configuram-se como importantes ferramentas para prever e diagnosticar impactos em consequência da interferência humana. Assim, o principal objetivo alcançado foi ter localizado alguns dos fatores responsáveis por ditar a distribuição de uma comunidade de espécies de colêmbolos sobre a superfície do solo. Possivelmente, estes resultados serão aplicados em estudos de Conservação Ambiental. No Doutorado irei desenvolver um estudo que torne a identidade destas espécies conhecida. Para isso investigarei a fauna de solo de cada estado e domínio fitogeográfico do Brasil. Posteriormente irei descrever as espécies novas que eu encontrar”, explica.

A partir de suas experiências e novos conhecimentos que serão adquiridos, o quase doutorando pretende se firmar cada fez mais no cenário da pesquisa brasileira. 

“Pretendo me tornar um bom profissional atuante. Em relação à carreira acadêmcia, vejo por um ângulo positivo, acredito que estou no caminho certo. No entanto, ainda há muito chão para ser percorrido. Mas quem está reclamando? Eu gosto de desafios!”, comenta.

Fábio incentiva que os alunos da FESP busquem novos horizontes, já que a Fundação - segundo ele, especialmente a partir do corpo docente - oferece apoio para que conquistem cada vez mais espaço no universo acadêmico e mercado de trabalho. “A partir da minha ida para o INPA, considero que a melhor experiência e o que me trouxe a maior evolução humana foi ter saído da zona de conforto em que eu estava aqui em Passos. Isso é muito válido”, deixou o recado.

FONTE: Departamento de Comunicação e Marketing FESP/UEMG



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