Dilson Gomes – Estudante de Jornalismo

Assessoria de Comunicação UEMG Passos

O Centro de Preservação de Memória Têxtil (CPMT) tem como objetivo a conservação de artigos têxteis museológicos como sapatos, bolsas e vestidos para que as gerações futuras conheçam as produções realizadas no decorrer do tempo. O projeto iniciado em 2017 pela professora Glenda Maíra surgiu após identificar a necessidade de desenvolver um tratamento específico para as peças dispostas no Laboratório de História.

Para a realização do trabalho é imprescindível o uso de luvas, vários cuidados devem ser aplicados no ambiente, como o controle da umidade que deve estar abaixo de 50%, manutenção da temperatura abaixo de 30°C, a iluminação não pode ser excessiva, existe o monitoramento de poluentes, como o gás carbônico e também de insetos, fungos e poeira, aspectos que influenciam diretamente na degradação das peças.

“Temos algumas peças que estão num estado de degradação muito avançado, então elas requerem um cuidado muito específico. O tecido quebra se ficar muito tempo dobrado, então ele tem que ser embalado de forma que a fibra não seja contorcida. Precisa ser embalado em um material que não provoque um prejuízo ainda maior no estado do tecido”, explica Glenda.

A conservação preventiva, método adotado no Centro, não busca a restauração do produto, as marcas e sinais presentes contam a história da peça, que tem seu valor histórico justamente por essas características adquiridas com a degradação do tempo e de uso. O trabalho desenvolvido no Centro promove medidas que aumentam a durabilidade dos artigos.

As peças analisadas e trabalhadas pelo CPMT pertencem ao Centro de Memória Social e História Natural, o material foi recebido a partir de doações da Família Maia, da cidade de Passos, os objetos foram utilizados pela Sra. Maria Assunção Soares Maia.  Uma das próximas etapas no trabalho desenvolvido é a abertura do Centro para visitas da comunidade, onde também será realizado o incentivo para doações de artefatos têxteis históricos.

 “O Centro é importante para preservação de têxteis e manutenção histórica da cidade de Passos, que além de museu, visa ser um centro de conhecimento e fomentação do estudo e pesquisa na área de preservação de têxteis”, comenta a estudante de Design de Moda que faz parte da equipe do projeto, Tarcila Resende.

Para o cronograma de atividades do ano que vem, o CPMT UEMG Passos prepara a  participação no projeto Tainacan, que aborda o armazenamento digital dos acervos dos museus participantes, a digitalização de um acervo de revistas da década de 80 a atualidade,  criação de um banco de dados dos artigos e livros sobre conservação preventiva de têxteis e a contínua conservação preventiva das bolsas e roupas.

O Centro de Preservação de Memória Têxtil fica no Bloco 06 da Unidade Passos, na Rua Doutor Carvalho, 1410, Bairro Belo Horizonte. O horário de funcionamento acontece de segunda a sexta-feira, das 08h às 12h.



 

Assessoria de Comunicação UEMG Passos

 O egresso do Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente da Unidade Passos, Augusto dos Santos Rodrigues, marcou presença nos dias 17 e 18 de outubro no evento “Água e Vida no Parque Nacional da Serra da Canastra – II Seminário Conhecimento Científico e Comunitário”.

 O evento aconteceu na cidade de São Roque de Minas – MG e teve o  teve como objetivo apresentar à comunidade regional os resultados de projetos científicos desenvolvidos na Serra da Canastra por diversos pesquisadores de diferentes Universidades. Além disso, a programação contou com palestras e mesas redondas com abordagem científica.

“O Parque Nacional da Serra da Canastra possui grande potencial em pesquisa e muitas necessidades ainda a serem observadas e atendidas. Sendo assim, a parceria entre as instituições, como por exemplo, a Universidade do Estado de Minas Gerais UEMG Passos, por meio do Mestrado Profissional, é fundamental e possibilita encontrar alternativas para o desenvolvimento sustentável de nossa região”, comenta a organizadora do evento, a Analista Ambiental Paola Vieira Ribeiro.

O egresso relatou em sua palestra a experiência na recuperação do Córrego Falcão, ele comenta que o Mestrado Profissional o auxiliou no desenvolvimento de seus trabalhos na região, o egresso desenvolveu no programa da Unidade Passos o projeto ‘Proposta de uso sustentável na Bacia Hidrográfica do Ribeirão Formiga - Delfinópolis (MG)’. "A proposta de uso sustentável em uma bacia hidrográfica na região da Serra da Canastra é de grande importância para o desenvolvimento regional, e ao ver a aplicação dos resultados nos deixa motivados e entusiasmado a dar continuidade às ações. Já penso até em cursar um doutorado”, comenta Augusto.

“A importância do nosso egresso apresentar trabalhos dessa natureza, propostas estas desenvolvidas inicialmente no Mestrado Profissional é gratificante O desempenho do egresso é hoje um fator de elevada relevância na Capes para contribuir na avaliação do Programa. Assim sendo, o propósito maior é, que o egresso continue aplicando seus conhecimentos adquiridos ao longo de sua carreira para o desenvolvimento regional", afirma a coordenadora do Mestrado Profissional, Rita de Cássia Ribeiro Carvalho

 



Cláudia Dias – Estudante de Jornalismo - Assessoria de Comunicação UEMG Passos

 

Entre os dias 22 e 24 de outubro aconteceu no Bloco 06 da Unidade Passos a 3ª Semana Acadêmica de Design de Moda. O evento levou o título de “UEMG Fashion” e teve como tema “Gambiarra, uma solução Fashion e Criativa para resistir”.

 “Na moda a gambiarra é um termo para sustentabilidade, ela vem do recriar, do reinventar. Não tem nada a ver com o termo pejorativo que algumas pessoas usam, gambiarra é criativo e uma técnica ou procedimento para configurar e produzir artefatos diferenciados”, comenta a docente Heliana Marcia dos Santos que participou da organização do evento.

Na programação o público contou com palestras e minicursos, no encerramento das atividades foi apresentado ao público um desfile, onde todas as peças foram produzidas por estudantes do curso. Todos os acessórios utilizados na decoração do desfile foram desenvolvidos pelos alunos do 4º período, os discentes também realizaram a cobertura fotográfica do evento.

“Participei da primeira semana de moda e a cada ano o evento se supera, aqui aprendemos e praticamos conhecimentos que estão fora de nossa grade. Isso auxilia muito em nossa formação”, afirma a estudante do 6º período, Maraisa Neves.

 



 

Julia Moraes – Estagiária da Assessoria de Comunicação UEMG Passos

A Liga Acadêmica de Urgência e Emergência (LAUEM) participou do Treinamento Simulado Realístico, que aconteceu no Bloco 05 da Unidade Passos. A atividade foi promovida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

A LAUEM foi criada com o objetivo de contribuir na formação profissional dos discentes do curso de Medicina, a Liga desenvolve várias atividades no decorrer do ano letivo para apresentar aos estudantes assuntos extracurriculares, a partir de seminários, eventos, palestras, etc.

Os socorristas do SAMU Base Passos realizaram uma simulação com 12 horas de duração, no decorrer deste tempo eram apresentadas situações para atendimento, onde atores e atrizes interpretavam as vítimas. Na atividade que aconteceu dia 28 de setembro, o Bloco 05 se tornou uma cidade simulada, onde a cada momento acontecia alguma urgência em um diferente local.

“Essa parceria foi intermediada pelo professor Mateus Goulart Alves, que já atuou no SAMU. Hoje temos mais de 10 socorristas apoiadores da LAUEM, sendo eles médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores socorristas do Serviço”, comenta o estudante de Medicina, presidente da LAUEM, Caio Fagundes Godinho.



 

Julia Moraes – Estagiária da Assessoria de Comunicação UEMG Passos

A BioUEMG foi criada em 2011, a partir de uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), dentro da proposta do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitoides do Brasil (INCT-HYMPAR). Ela produz, em grande escala, insetos Trichogrammas para o controle biológico de pragas de insetos em lavouras.

Em diversas lavouras são utilizados agrotóxicos com o intuito de exterminar as pragas, ato que interfere negativamente no desenvolvimento das plantações. O projeto visa promover, por meio do uso de insetos Trichogrammas, o desenvolvimento de um controle biológico natural.

Os Trichogrammas são microvespas, parasitoides de ovos, utilizados em todo o mundo no controle biológico de insetos, eles estão entre os inimigos naturais mais estudados e comercializados nos dias atuais. Reestabelecendo o equilíbrio do meio ambiente e produzindo, como resultado final, um alimento limpo e saudável.

 “Hoje estas microvespas são amplamente utilizadas em várias culturas, como; algodoeiro, soja, cana-de-açúcar, tomate, milho, citros e abacate, entre outros. Os defensivos agrícolas já são considerados por nós, especialistas e estudiosos, um meio arcaico e ultrapassado de tecnologia que ainda é utilizada em ampla escala, principalmente no Brasil, que atualmente é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo”, afirma biólogo Domicio Pereira da Costa Junior, integrante da equipe da BioUEMG.

O projeto também realiza a conscientização sobre os benefícios do uso do controle biológico natural, muitos produtores ainda desconhecem esta técnica de trabalho. “Tem como finalidade principal disseminar o conhecimento a respeito do controle biológico e ajudar o produtor a aplica-lo na sua produção”, comenta Carlos Dias, estudante de Ciências Biológicas Licenciatura e participante do trabalho realizado pela biofábrica.

Priscila Tamie Fernandes, é estudante do Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, ela participa da equipe do projeto realizando a divulgação da BioUEMG para os produtores rurais e também realizando o estudo das demandas para serem atendidas pelas pesquisas desenvolvidas pelo projeto.

O produtor José Cláudio Campos Junior é atendido pela biofábrica. A equipe implantou armadilhas para identificar as pragas, após este processo foram liberados semanalmente ovos do Trichogrammas na produção. Após a realização desta etapa, o equilíbrio entre nível de dano e nível de controle obteve sua eficiência econômica, comprovando a viabilidade do uso de controle biológico natural.

  “O benefício é evidente, pois não gasta defensivos extras que, na maioria das vezes, são caros. Economiza-se na mão de obra, diminui-se o impacto ambiental, não deixa residual e produz-se melhor mercadoria. O meio ambiente agradece a isenção do impacto”, afirma o produtor.

A coordenadora da BioUEMG, Sônia Lúcia Modesto Zampieron, frisa que o trabalho realizado pela biofábrica é importante não somente para o produtor rural, mas para todos os envolvidos no processo de consumo dos produtos.  “Isso pode garantir a saúde do produtor, a saúde da sua cultura e, consequentemente, a saúde dos consumidores dos seus produtos. O controle biológico é um acontecimento natural, os insetos já estão presentes nessas áreas e o que eles fazem é combater outros insetos, indesejáveis para aquela cultura, de uma maneira que obedeça a uma cadeia alimentar”, afirma.

Os produtores rurais interessados em desenvolver o controle biológico desenvolvido pela BioUEMG podem entrar em contato pelo telefone (35) 3522-8849. A biofábrica fica localizada no Bloco 04 da UEMG Unidade Passos, Entrada A: Rua Sabará, 164 – Entrada B: Avenida da Moda s/n.

 



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