Julia Moraes – Estagiária da Assessoria de Comunicação UEMG Passos 

Na noite do dia 16/08, às 19h, no Passos Clube, o Centro Acadêmico de Direito XIII de Fevereiro trouxe, em comemoração aos 25 anos do curso de Direito em Passos, uma palestra do renomado jurista passense, Flávio Tartuce, autor de diversos livros importantes para a área como “Manual de Direito Civil”, “Manual de Direito do Consumidor”, “Manual de Responsalidade Civil”, “O Novo CPC e o Direito Civil”, entre outros.

Com alunos do curso de Direito e profissionais. já formados na área, o espaço ficou lotado para prestigiar o jurista. O C.A XIII de Fevereiro foi o responsável pela organização do evento e o seu presidente, Guilherme Henrique Dias Martins, revelou o porquê da escolha do tema e do palestrante: “A Responsabilidade Civil é um tema pertinente a todos, tanto os profissionais do curso de Direito, quanto da comunidade. É relevante no dia-a-dia de todos, sendo imprescindível conhecer o assunto e discorrer sobre ele. Com um assunto tão amplo e importante, nada melhor que um especialista para falar dele, como é o caso do palestrante”.

No palco, Tartuce afirmou que a organização daquela noite havia começado há tempos, em dezembro de 2018, quando Guilherme entrou em contato com ele e realizou o convite para o dia 16 de agosto. Animado, Flávio prontamente aceitou, principalmente pelo fato de se tratar de uma palestra em sua querida cidade natal, Passos.

Em entrevista, o palestrante declarou que comemorar os 25 anos do curso de Direito da UEMG Passos é algo muito especial, já que acompanha a Universidade há tempos. “Tenho participado de eventos no Brasil inteiro, falado em todas as regiões do país e fico feliz em poder falar na minha casa, que faz tempo que eu não falava. Essa conexão e esses diálogos são importantes para o crescimento de todos, inclusive o meu”.

Um Jubileu de Prata com muita comemoração

O diretor acadêmico da Universidade do Estado de Minas Gerais, Itamar Faria, marcou presença, e aproveitou para ressaltar a importância que o curso de Direito possui. “É um dos nosso cursos mais consolidados, o segundo curso com maior procura nos processos seletivos para ingressante, reopção, transferência e obtenção de novo título. Está com 500 alunos e tem uma taxa de aprovação muito relevante na OAB, está entre os que mais aprovam no exame da OAB. É necessário fazer essas menções e comemorar esse Jubileu de Prata, porque vemos nesse momento que as universidades sofrem esses ataques, e é vital firmarmos o papel essencial que instituições de ensino desempenham e o papel fundamental que o curso de Direito tem na formação de profissionais que vão possibilitar a ministração da justiça, e o nosso curso, bem conceituado que é, merece e precisa comemorar esses 25 anos”, pontua Itamar.

 “É importante a comemoração desta data, pois, dos quatro cursos que há na UEMG, de Direito, o nosso é o mais longevo, é o que está em atividade há mais tempo. E poder comemorar os 25 anos com uma personalidade jurídica da cidade, é extremamente relevante”, a coordenadora do curso de Direito da UEMG Passos, Ana Paula Fátima Coelho, concorda com o diretor e complementa, orgulhosa.

O presidente do C.A, Guilherme, reitera a satisfação em promover esta solenidade: “A gratidão em ter este evento é gigantesca, primeiro porque estamos realizando com a certeza de contribuirmos com a educação de qualidade para os alunos do curso e, segundo, por ter a maravilhosa equipe do Centro Acadêmico de Direito, que trabalha com afinco para esta meta!”.



 

Julia Moraes – Estagiária Assessoria de Comunicação UEMG Passos 

No dia 14/08, às 19h15, no Bloco 1 da UEMG, o Centro Acadêmico de História Dandara dos Palmares, em parceria com o Laboratório de Humanidades, promoveu uma palestra para abordar o tema  “O negacionismo da História e seus desdobramentos no discurso político”.

O evento contou com a presença de dois docentes, o Professor Mestre da Universidade do Estado de Minas Gerais Adelino Franklin e a Professora Doutora do Instituto Federal do Sul de Minas Mariana Teixeira.

O presidente do C.A Dandara dos Palmares e aluno do 4º período de História, Rafael Matheus de Jesus da Silva, conta que, em tempos onde há questionamentos sobre a veracidade de fatos históricos importantíssimos como o Holocausto e a Ditadura Militar, é fundamental que estudantes do curso de História tenham uma visão mais ampla, de forma a iniciarem uma reflexão sobre as consequências do negacionismo na democracia atual. Portanto, este é um assunto com necessidade absoluta de debate.

“Devido aos últimos acontecimentos a cerca das manifestações de estudantes em prol da educação, convidamos o laboratório de Humanidades do IFSULDEMINAS, campus Passos, para discutirmos o cenário político atual, tanto nacional como internacional, quanto ao tema”, complementa o presidente do C.A de História.

O professor Adelino, que também atua como coordenador do curso de Pedagogia da UEMG Passos, relatou que dividiu a fala com a professora Mariana:  “Inicialmente, eu apresentei as distinções entre o senso comum e o conhecimento científico. Posteriormente, abordei a trajetória de um pesquisador na área de História, e de que maneira ele adquire o reconhecimento entre os seus pares. Apontei as diferentes escolas historiográficas, as diferentes abordagens no campo da História e de que forma os historiadores se apropriam delas para interpretar e analisar as fontes históricas. Por fim, considerando a História como uma ciência, com método rigoroso de pesquisa, deixei como reflexão para eles sobre os riscos de se negligenciar o conhecimento produzido por um profissional especialista na área, no caso, o historiador, em detrimento de falas ou textos sem fundamentação científica, que negam fatos históricos relevantes para a compreensão da sociedade ou mundo em que vivemos”.

O auditório lotou, com alunos dos cursos de História, Jornalismo e Direito, além de docentes de outros cursos, o que demonstrou um grande interesse na discussão do assunto. “Ao final das falas da professora Mariana e minha, foi aberto um momento para perguntas. Foram muitos os comentários, questionamentos, que enriqueceram a palestra”, pontua Adelino.

 É de extrema relevância para refletirmos sobre nossa situação política atual. Quase sempre focamos nos problemas do Brasil e nos esquecemos de pensar no contexto internacional. A Internet e suas possibilidades de interação a partir das redes sociais alteraram profundamente a relação das pessoas com o exercício da política, modificando nossa cultura política. As redes sociais, com suas possibilidades de coletas de dados através de algoritmos e hashtags fez com que as empresas de marketing político conseguissem manipular esses dados através da produção de conteúdo focado no eleitorado indeciso. Este mecanismo tem influenciado indiretamente as eleições em diversos países pelo mundo, colocando em risco a democracia”, afirmou Mariana Teixeira.



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